Dele, por meio dele e para ele: uma reflexão sobre Romanos 11:36


Vladimir Chaves

“Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente.” Romanos 11:36

Há uma verdade em Romanos 11:36 que precisa ser compreendida com atenção: Deus não ocupa apenas uma parte da nossa vida. Ele está na origem, no desenvolvimento e no propósito de todas as coisas.

“Dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas.”

Essa pequena frase apresenta três dimensões importantes: a origem, o meio e o propósito.

Tudo começa em Deus

Paulo começa dizendo: “dele”.

A expressão aponta para Deus como a fonte de todas as coisas. Antes de pensarmos naquilo que fazemos, conquistamos ou possuímos, existe uma realidade que não podemos ignorar: recebemos a própria vida.

Temos capacidades diferentes, histórias diferentes, oportunidades diferentes e responsabilidades diferentes. Trabalhamos para alcançar objetivos e, muitas vezes, nossas escolhas produzem consequências concretas. Porém, nenhuma dessas coisas elimina nossa dependência do Criador.

Reconhecer Deus como a origem não significa desprezar o esforço humano. Significa apenas não confundir instrumento com origem.

Podemos trabalhar para conquistar alguma coisa, mas não criamos a nossa própria existência.

Podemos desenvolver uma habilidade, mas não fomos nós que criamos a capacidade de aprender.

Podemos construir uma carreira, mas recebemos a vida antes de qualquer profissão.

Essa percepção deveria produzir uma atitude mais equilibrada diante daquilo que temos.

Deus não está apenas no começo

Paulo continua: “por meio dele”.

Aqui encontramos outra dimensão da nossa dependência.

Deus não é apresentado apenas como aquele que criou todas as coisas no princípio. A Bíblia também apresenta sua ação sustentadora.

Em Atos 17:28, Paulo declara: “Pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos.”

Isso nos lembra de que nossa dependência de Deus não termina depois que recebemos aquilo que pedimos.

Existe uma tendência humana de procurar Deus principalmente quando precisamos de uma solução. Depois que o problema passa, podemos voltar a conduzir a vida como se dependêssemos exclusivamente de nós mesmos.

Romanos 11:36 apresenta uma perspectiva diferente.

Tudo é “por meio dele”.

Isso significa que nossa caminhada também acontece dentro da dependência de Deus. Não conhecemos todas as circunstâncias, não controlamos todos os acontecimentos e não conseguimos prever todas as consequências das nossas decisões.

Nem sempre teremos respostas para tudo. Mas a ausência de respostas não significa ausência de Deus.

Para quem estamos vivendo?

A terceira expressão talvez seja a que mais confronta nossas prioridades: “E para ele são todas as coisas.”

Aqui Paulo não está falando apenas de origem ou sustentação. Ele está falando de finalidade.

Se todas as coisas são para Deus, então precisamos olhar para nossa própria vida e perguntar: Qual é a finalidade daquilo que estou fazendo?

Trabalhar é necessário. Estudar é importante. Cuidar da família é uma responsabilidade. Construir projetos faz parte da vida. Buscar melhores condições também pode ser legítimo.

A questão não está necessariamente naquilo que fazemos, mas em quem ocupa o centro dos nossos propósitos.

É possível construir uma vida inteira em torno de objetivos pessoais e, somente depois, perceber que aquilo que conquistamos não respondeu às perguntas mais importantes.

Romanos 11:36 nos chama a colocar nossas atividades dentro de uma perspectiva maior.

O trabalho não precisa ser separado da fé.

A honestidade no trabalho é uma questão de fé.

A maneira como tratamos nossa família é uma questão de fé.

A forma como administramos nossos recursos é uma questão de fé.

A maneira como usamos conhecimento, influência e oportunidades também revela aquilo que consideramos realmente importante.

A glória não é nossa

Depois dessas três afirmações, Paulo conclui: “A ele, pois, a glória eternamente.”

A conclusão está diretamente ligada ao que foi dito antes.

Se todas as coisas são dele, não podemos reivindicar a posição de origem.

Se são por meio dele, não podemos agir como se nossa força fosse suficiente para sustentar tudo.

Se são para ele, não podemos transformar nossa própria vontade no propósito final da existência.

A glória, portanto, pertence a Deus.

Isso não significa que o ser humano não possa reconhecer suas responsabilidades ou suas realizações. Significa que devemos saber distinguir entre reconhecer o próprio trabalho e atribuir a nós mesmos aquilo que, em última análise, recebemos de Deus.

Existe uma diferença entre satisfação pelo que realizamos e orgulho que nos faz esquecer de onde recebemos aquilo que temos.

Uma mudança de perspectiva

Romanos 11:36 nos faz pensar a maneira como enxergamos a vida.

“Dele” nos leva a olhar para a origem.

“Por meio dele” nos leva a reconhecer nossa dependência.

“Para ele” nos leva a examinar nossos propósitos.

E “a ele a glória” nos lembra que Deus não deve ser colocado como um detalhe dentro de uma vida construída inteiramente ao redor dos nossos interesses.

A questão não é abandonar nossos planos, mas submetê-los a uma realidade maior.

Não é deixar de trabalhar, mas compreender para que estamos trabalhando.

Não é deixar de conquistar, mas compreender o que faremos com aquilo que conquistarmos.

Não é deixar de sonhar, mas perguntar se nossos sonhos também podem ser colocados diante de Deus.

O contexto de Romanos 11

Essa declaração de Paulo não aparece isoladamente.

Nos capítulos 9, 10 e 11, Paulo trata dos propósitos de Deus relacionados a Israel, aos gentios, à incredulidade, à misericórdia e à salvação. Ao chegar ao final dessa exposição, ele reconhece que os caminhos e a sabedoria de Deus estão acima da capacidade humana de compreender tudo.

Por isso, Romanos 11:36 não é simplesmente uma frase sobre prosperidade, sucesso ou realizações pessoais.

É uma declaração muito mais ampla sobre Deus e seus propósitos.

Paulo olha para a grandeza desses propósitos e termina em adoração.

Isso nos ensina algo importante: conhecer a Bíblia não deve produzir apenas informação. Deve também corrigir nossa maneira de enxergar Deus, a nós mesmos e a vida.

Todas essas coisas têm seu lugar. Mas nenhuma delas deve ocupar o lugar que pertence a Deus.

Romanos 11:36 nos apresenta uma ordem que merece ser reservada:

Dele nos leva a origem.

Por meio dele, a dependência.

Para ele, o propósito.

A ele a glória, a conclusão.

Quando essa ordem é invertida, o homem passa a ocupar o centro e Deus se torna apenas um recurso para alcançar objetivos pessoais.

Quando essa ordem é compreendida, nossa maneira de olhar para a vida começa a mudar.

Não porque todas as perguntas serão respondidas, mas porque passamos a entender melhor a quem pertencemos, de quem dependemos e para quem devemos viver.

E Paulo encerra sua reflexão com uma declaração que permanece atual: “A ele, pois, a glória eternamente.” Romanos 11:36

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

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Guiados pelo Espírito de Deus


Vladimir Chaves

“Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.” Romanos 8:14

A afirmação de Paulo é simples, mas profunda: os filhos de Deus são aqueles que se deixam conduzir pelo Espírito de Deus.

Para entender o significado dessa afirmação, é preciso observar o que Paulo está desenvolvendo em Romanos 8. Ele apresenta duas formas de viver: segundo a carne e segundo o Espírito.

Viver segundo a carne é orientar a existência pelos desejos, pensamentos e inclinações que não estão submetidos a Deus. Viver segundo o Espírito é permitir que a vontade de Deus tenha lugar nas decisões, nos pensamentos e nas atitudes.

Por isso, ser guiado pelo Espírito não significa apenas receber uma orientação para tomar determinada decisão. O sentido é mais amplo. Trata-se de uma vida que passa a ser conduzida por Deus.

Ser guiado pelo Espírito é aprender a obedecer, a direção do Espírito Santo nem sempre coincide com aquilo que desejamos.

Podemos querer responder com ira, mas a Palavra nos chama à mansidão.

Podemos desejar guardar ressentimento, mas somos chamados a perdoar.

Podemos querer justificar determinada atitude, mas o Espírito nos leva ao reconhecimento do erro.

Ser guiado pelo Espírito, portanto, envolve submissão.

Não podemos dizer que somos guiados pelo Espírito se aceitamos sua direção apenas quando ela coincide com a nossa vontade.

Paulo estabelece uma relação entre filiação e direção espiritual.

Quem pertence a Deus não apenas recebe bênçãos de Deus; também aprende a viver debaixo do governo de Deus.

Isso não significa perfeição.

O cristão continua enfrentando tentações, conflitos interiores e momentos de fraqueza. O próprio Romanos 8 fala sobre a luta entre a carne e o Espírito.

A diferença está na direção da vida.

Quem vive segundo o Espírito não faz da própria vontade seu senhor. Existe dentro dele o desejo de conhecer e cumprir a vontade de Deus.

Discernir a voz de Deus

É necessário também ter cuidado para não chamar de direção do Espírito aquilo que nasce simplesmente de nossos pensamentos ou desejos.

Uma pessoa pode desejar muito alguma coisa e interpretar esse desejo como uma resposta de Deus.

Pode tomar uma decisão e depois dizer que foi “Deus quem mandou”.

Pode sentir uma emoção intensa e considerá-la uma manifestação espiritual.

Por isso, o discernimento espiritual é indispensável.

A direção do Espírito Santo não pode ser colocada em oposição à Palavra de Deus. O Espírito Santo não conduz o cristão para uma prática que contradiz aquilo que Deus revelou nas Escrituras.

O Espírito transforma o caráter

A ação do Espírito não se limita às decisões que tomamos. Ela alcança o nosso caráter.

Paulo apresenta em Gálatas 5:22-23 o fruto do Espírito: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e domínio próprio.

Isso oferece um critério importante para refletirmos sobre nossa caminhada. A pessoa que deseja ser conduzida pelo Espírito deve permitir que essa direção produza mudanças reais em sua maneira de viver.

O Espírito Santo não apenas nos mostra o que fazer. Ele trabalha em nós para que nos tornemos pessoas diferentes.

Por isso, uma vida dirigida pelo Espírito deve produzir frutos visíveis: mais domínio próprio, mais amor, mais verdade, mais disposição para perdoar, mais humildade e maior compromisso com Deus.

Romanos 8:14 coloca diante de nós perguntas que não podem ser ignoradas:

Quem está dirigindo nossas vidas, nossas vontades, nossos desejos, nossas emoções, nossas necessidades de reconhecimento?

Essa pergunta é importante porque podemos falar muito sobre Deus e, ainda assim, continuar conduzindo nossa própria vida.

Ser guiado pelo Espírito exige entrega.

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

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Adoração é uma vida entregue a Deus


Vladimir Chaves

Quando pensamos em adoração, muitas vezes imaginamos um templo, uma igreja cheia de pessoas, louvores sendo cantados e mãos levantadas. Tudo isso pode fazer parte da adoração. Porém, biblicamente, adoração é muito mais do que aquilo que fazemos durante um culto.

Adoração é a resposta de uma vida inteira à graça de Deus.

Paulo nos ensina: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.” Romanos 12:1

Isso significa que nossa adoração não termina quando a música acaba, quando saímos da igreja ou quando o culto chega ao fim. Pelo contrário, é justamente quando voltamos para a vida cotidiana que nossa adoração é colocada à prova.

Cantamos no domingo, mas adoramos na segunda-feira.

Adoramos quando escolhemos a santidade, mesmo quando o pecado parece mais fácil. Adoramos quando fazemos o que é certo, mesmo que ninguém esteja vendo. Adoramos quando perdoamos quem nos feriu, quando dizemos a verdade mesmo que ela nos custe alguma coisa e quando recusamos aquilo que sabemos que desagrada a Deus.

Também adoramos quando continuamos obedecendo, mesmo nos dias em que não sentimos vontade. Afinal, a verdadeira adoração não depende apenas do que sentimos, mas da decisão de reconhecer Deus como Senhor da nossa vida.

É fácil levantar as mãos durante uma canção. Mais difícil é levantar a nossa vida diante de Deus todos os dias.

É fácil dizer “Senhor, eu te amo” com os lábios. Mais profundo é demonstrar esse amor por meio das nossas escolhas, do nosso caráter, das nossas palavras e da maneira como tratamos as pessoas.

A verdadeira adoração acontece quando aquilo que cantamos na igreja combina com aquilo que vivemos fora dela.

Por isso, adorar a Deus é entregar a Ele não apenas nossa voz, mas também nossos pensamentos, nossos planos, nosso trabalho, nossa família, nossos relacionamentos, nosso dinheiro, nosso tempo e nossas decisões.

Tudo pertence a Ele.

Paulo declara: “Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente.” Romanos 11:36

Se todas as coisas são dele, por meio dele e para ele, então nossa vida também deve apontar para a sua glória.

Adoração não é apenas cantar sobre Deus. É viver para Deus.

Que a nossa adoração não seja verdadeira somente dentro do templo, mas também dentro de casa, no trabalho, nas conversas, nas decisões e principalmente quando ninguém está olhando.

Porque Deus não procura pessoas que cantem para Ele. Ele deseja vidas que pertençam a Ele.

Que nossa vida seja um culto contínuo, e que cada atitude diga: “Senhor, tudo o que sou pertence a ti.”

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

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De todo o coração, ouve-me Senhor!


Vladimir Chaves

“De todo o coração eu te invoco; ouve-me, Senhor; observo os teus decretos.” Salmos 119:145

Existem momentos em nossa vida em que as palavras parecem não ser suficientes para expressar aquilo que sentimos. Então, simplesmente nos colocamos diante de Deus e clamamos.

O salmista diz: “De todo o coração eu te invoco.” Ele não está fazendo uma oração vazia ou apenas repetindo palavras. Ele está buscando a Deus com sinceridade, colocando diante do Senhor suas necessidades, seus medos e suas esperanças.

Mas há algo muito importante nesse versículo. Depois de pedir: “Ouve-me, Senhor”, ele declara: “Observo os teus decretos.”

Isso nos ensina que a oração não deve ser apenas um pedido para que Deus nos ouça. Também precisamos estar dispostos a ouvir Deus.

Muitas vezes queremos que Deus mude as circunstâncias, mas Deus também deseja trabalhar em nosso coração. Queremos respostas, mas precisamos aprender a obedecer. Queremos que Deus abra caminhos, mas precisamos estar dispostos a andar pelos caminhos que Ele nos mostra.

Buscar a Deus de todo o coração é mais do que procurar sua ajuda nos momentos difíceis. É confiar n’Ele, ouvir sua Palavra e procurar viver de acordo com aquilo que Ele ensina.

Talvez hoje você esteja enfrentando uma situação que parece difícil demais. Ore. Clame. Fale com Deus com sinceridade. Mas, depois de falar, também pare para ouvir.

Deus não deseja apenas ouvir a nossa voz; Ele deseja transformar a nossa vida por meio da sua Palavra.

Que a nossa oração seja: “Senhor, ouve-me quando eu clamar, mas também me ensina a ouvir a tua voz. Dá-me um coração sincero para te buscar e disposição para obedecer à tua Palavra.”

Porque quem busca a Deus de todo o coração não quer apenas receber algo de suas mãos. Quer, acima de tudo, conhecê-lo, ouvi-lo e permanecer em seus caminhos.

terça-feira, 29 de setembro de 2026

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A natureza humana e a necessidade de um novo nascimento


Vladimir Chaves

“Desviam-se os ímpios desde a concepção; nascem e já se desencaminham, proferindo mentiras.” Salmo 58:3

Quando lemos esse versículo pela primeira vez, podemos pensar que Davi está dizendo que uma criança já nasce praticando pecado conscientemente. Mas não é esse o sentido.

O salmista está usando uma linguagem forte e poética para mostrar uma realidade profunda: o problema do pecado está presente na natureza humana desde o princípio da vida.

Uma criança recém-nascida não tem consciência moral para planejar uma mentira ou praticar uma injustiça. Entretanto, à medida que cresce, percebemos que ninguém precisa ensinar uma criança a fazer o é errado. Existe dentro do ser humano uma inclinação que precisa ser corrigida.

É justamente isso que o Salmo 58 procura mostrar.

O problema está dentro do homem

Podemos pensar que o ser humano se torna mal por causa do ambiente em que vive, das más companhias ou dos exemplos que recebe.

É verdade que o ambiente pode influenciar profundamente uma pessoa. Porém, a Bíblia apresenta uma realidade ainda mais profunda: o pecado não está somente ao nosso redor; ele também está dentro de nós.

Por isso Davi afirma: “Desviam-se os ímpios desde a concepção.”

A expressão mostra a profundidade do problema. O ser humano não começa sua vida espiritualmente perfeito e depois, por influência externa, torna-se pecador. A Bíblia apresenta o homem como alguém que precisa da graça de Deus desde o início.

O Salmo 51:5 apresenta a mesma realidade ao dizer: “Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe.”

Não significa que a concepção seja pecaminosa ou que os pais tenham cometido algum pecado naquele momento. O sentido é que a humanidade recebeu uma natureza marcada pelo pecado.

A criança cresce e essa inclinação se manifesta

O bebê não nasce sabendo mentir conscientemente. Porém, conforme cresce, começa a manifestar comportamentos que revelam essa inclinação interior. A mentira é apenas um exemplo.

Depois vêm a desobediência, o egoísmo, a inveja, a ira, o orgulho e tantas outros atributos que não são de Deus.

Por isso, educar uma criança não significa apenas ensinar boas maneiras. É necessário também ensinar o caminho de Deus.

Provérbios 22:6 diz: “Ensina a criança no caminho em que deve andar...”

A educação cristã não existe porque toda criança é má, mas porque toda criança precisa aprender a conhecer a Palavra e obedecer a Deus.

Aqui está uma das grandes lições do Salmo 58:3.

Se o problema humano fosse apenas falta de informação, bastaria ensinar.

Se fosse apenas falta de educação, bastaria educar.

Se fosse apenas influência do ambiente, bastaria mudar o ambiente.

Mas a Bíblia apresenta algo mais profundo: o coração humano precisa ser transformado.

É por isso que Jesus disse: “Importa-vos nascer de novo.” João 3:7

O novo nascimento é a resposta de Deus para o problema do pecado.

A pessoa precisa não apenas ter uma religião, frequentar uma igreja ou conhecer versículos. Ela precisa experimentar uma transformação interior produzida pela ação de Deus.

O pecado revela nossa necessidade de Deus, todos nós precisamos de Deus.

O adulto, o jovem, a criança, o religioso, o que ainda não conhece Deus, todos precisam da graça de Deus.

A Bíblia afirma: “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus.” Romanos 3:23

O Salmo mostra o problema, mas o Evangelho apresenta a solução.

Se nascemos com uma natureza inclinada ao pecado, Deus oferece em Cristo uma nova vida.

Em Cristo, não permanecemos escravos daquilo que recebemos da velha natureza.

Paulo escreveu: “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura: as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” 2 Coríntios 5:17

Essa é a esperança do Evangelho.

O homem nasce com uma natureza inclinada ao pecado, mas pode nascer de novo pela graça de Deus.

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Não desista da obra que Deus colocou em suas mãos


Vladimir Chaves

“Mas sede fortes, e não desfaleçam as vossas mãos, porque a vossa obra terá recompensa.” 2 Crônicas 15:7

Há momentos na vida em que o cansaço chega, o desânimo aparece e começamos a pensar em parar. Às vezes fazemos o bem, ajudamos pessoas, trabalhamos na obra de Deus, oramos e esperamos mudanças, mas parece que nada acontece.

É justamente nesses momentos que a Palavra de Deus nos lembra: “Sede fortes, e não desfaleçam as vossas mãos.”

Essa palavra foi dirigida por Deus ao povo de Judá por meio do profeta Azarias. O povo havia passado por um período de afastamento do Senhor, mas Deus estava chamando aquela nação de volta. Havia uma obra de restauração a ser realizada.

Por isso, a mensagem não era simplesmente: “tenham força”.

Era: “Não desistam de buscar a Deus. Continuem firmes. Há uma obra que precisa ser feita.”

Desanimar é uma experiência humana, que até pessoas maduras na fé podem enfrentar.

Há dias em que oramos e parece que Deus está em silêncio. Há momentos em que trabalhamos muito e vemos pouco resultado. Podemos fazer o bem e não receber reconhecimento.

Mas a Palavra diz: “Não desfaleçam as vossas mãos.”

É como se Deus estivesse dizendo: “Não pare porque está difícil. Não abandone o caminho porque você está cansado.”

Nem tudo aquilo que fazemos para Deus produzirá resultados imediatamente visíveis.

Uma semente não se transforma em árvore no mesmo dia em que é plantada. Da mesma maneira, uma oração pode estar produzindo frutos que ainda não conseguimos enxergar.

DEUS VÊ AQUILO QUE OS HOMENS NÃO VEEM

As vezes ficamos preocupados porque ninguém reconhece nosso esforço. Talvez ninguém perceba o esforço daquele que permanece fiel mesmo enfrentando dificuldades.

Mas Deus vê.

A Bíblia nos ensina que Deus não olha para aquilo que aparece diante dos homens. Ele conhece o coração e conhece o trabalho realizado em silêncio.

Por isso, não devemos medir nossa fidelidade pelo reconhecimento que recebemos.

Se Deus mandou continuar, continue.

“A VOSSA OBRA TERÁ RECOMPENSA”

Essa declaração de 2 Crônicas 15:7 não significa que a recompensa será financeira ou material.

A recompensa de Deus pode vir de muitas maneiras: paz, fortalecimento espiritual, restauração, crescimento na fé, frutos na vida de outras pessoas e, acima de tudo, a certeza de estar andando no caminho do Senhor.

O importante é compreender que Deus não considera inútil aquilo que é feito com fidelidade diante dele.

O apóstolo Paulo escreveu: “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que no Senhor, o vosso trabalho não é vão.” 1 Coríntios 15:58

Observe a ligação entre os dois textos.

Em 2 Crônicas encontramos: “Não desfaleçam as vossas mãos.”

Em 1 Coríntios encontramos: “Sede firmes, inabaláveis.”

A mensagem é semelhante: não abandone a fidelidade porque o caminho ficou difícil.

Talvez esteja cansado de lutar, de esperar, de orar, de ajudar, de fazer o certo enquanto outros parecem prosperar fazendo o que é errado.

Mas antes de desistir, lembre-se da palavra: “sede fortes, e não desfaleçam as vossas mãos”

Isso não significa que você nunca poderá descansar. Mas, descansar é diferente de desistir.

Descanse, mas não abandone a fé.

Chore, mas não abandone a esperança.

Reconheça seu cansaço, mas não entregue sua caminhada ao desânimo.

Nem sempre veremos imediatamente o resultado do que fazemos. Uma palavra pode permanecer no coração de alguém durante anos.

Um conselho pode impedir uma pessoa de tomar uma decisão errada. Um gesto de amor pode aproximar alguém de Deus.

Uma vida fiel pode servir de exemplo para uma família inteira. Por isso, continue fazendo o bem. Não faça apenas quando houver aplausos. Não seja fiel somente quando houver reconhecimento.

Deus vê a obra que ninguém vê, conhece o esforço que ninguém conhece e valoriza a fidelidade daqueles que continuam firmes.

Não desista porque está difícil.

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

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O perigo de uma religião sem Cristo


Vladimir Chaves

“Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.” Mateus 15:8

Existe uma diferença profunda entre conhecer uma religião e viver o Evangelho. A religiosidade pode ensinar palavras, estabelecer costumes, criar regras e até produzir uma aparência de espiritualidade. Entretanto, nenhuma prática exterior é capaz, por si mesma, de transformar o coração humano.

Jesus confrontou a religiosidade que se preocupava demasiadamente com a aparência, mas negligenciava o interior. Havia pessoas que conheciam as Escrituras, observavam tradições e julgavam os outros, mas não compreendiam que Deus desejava misericórdia, justiça, verdade e um coração verdadeiramente convertido.

O problema não está religião, nem em congregar, possuir doutrina ou estabelecer princípios de fé. O problema surge quando a prática religiosa passa a ocupar o lugar que pertence a Cristo. Quando regras se tornam mais importantes que pessoas, quando a aparência vale mais que o caráter e quando apontar os erros dos outros se torna mais fácil do que reconhecer os próprios pecados, a religiosidade deixa de servir ao propósito de Deus.

O Evangelho apresenta outro caminho. Cristo não ignorou o pecado, nem ensinou que o homem poderia permanecer como está. Ele chamou ao arrependimento, mas também ofereceu perdão. Ele revelou a gravidade do pecado, mas anunciou a possibilidade de uma nova vida. Por isso, o Evangelho não trata o pecador apenas como alguém que precisa ser condenado; apresenta-lhe a graça de Deus como oportunidade de arrependimento, restauração e transformação.

A religiosidade pode fazer alguém parecer correto diante das pessoas sem necessariamente produzir mudança interior. É possível frequentar cultos, conhecer versículos, participar de atividades religiosas e, ainda assim, conservar um coração distante de Deus. Jesus mostrou que a verdadeira espiritualidade não pode ser medida apenas pelo que fazemos diante dos homens, mas também pelo que somos quando ninguém está olhando.

Cristo não veio simplesmente melhorar o comportamento de pessoas religiosas. Ele veio reconciliar o ser humano com Deus e produzir uma transformação que começa no interior. Por isso, a fé cristã não consiste apenas em abandonar determinados comportamentos, mas em permitir que Cristo transforme pensamentos, desejos, atitudes e prioridades.

Também precisamos tomar cuidado com uma espiritualidade que encontra prazer em denunciar os pecados alheios. A verdade deve ser anunciada, mas sem orgulho, crueldade ou espírito de superioridade. Quem compreende a graça sabe que também precisa dela. O cristão não anuncia a mensagem de Cristo como alguém que nunca caiu, mas como alguém que reconhece a necessidade permanente da misericórdia de Deus.

O Evangelho não fecha a porta para quem está quebrado; abre um caminho de volta. Não oferece condenação ao culpado; anuncia perdão ao que se arrepende. Não chama o pecador para permanecer no mesmo lugar; chama-o para uma vida transformada.

Por isso, a pergunta mais importante não é simplesmente: “Qual é a minha religião?” A pergunta que precisamos fazer é: “Minha fé está produzindo em mim a transformação que Cristo ensinou?”

Porque é possível estar dentro de uma estrutura religiosa e continuar distante de Deus. Mas quando o Evangelho alcança verdadeiramente o coração, ele não permanece apenas nas palavras: começa a aparecer na maneira de pensar, de falar, de perdoar, de amar, de servir e de tratar o próximo.

A verdadeira fé não precisa de aparência religiosa; precisa de transformação. Não basta conhecer o caminho, é necessário caminhar com Cristo.

 

domingo, 27 de setembro de 2026

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Os pequeninos que Jesus não despreza


Vladimir Chaves

“O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” Mateus 25:40

Há uma expressão que aparece com grande força nos ensinamentos de Jesus: “os pequeninos”. À primeira vista, podemos pensar apenas nas crianças. E, de fato, em algumas passagens Jesus está falando literalmente delas. Porém, quando observamos seus ensinamentos com atenção, percebemos que o Senhor também chama de “pequeninos” aqueles que, aos olhos da sociedade, parecem ter pouco valor: os necessitados, os frágeis, os perseguidos, os que sofrem e até aqueles que são esquecidos pelos homens.

Jesus demonstra que, para Deus, ninguém é pequeno demais para ser visto, amado e cuidado.

Jesus e as crianças: os pequeninos que devem chegar até Ele

Em Mateus 19:13-15, algumas pessoas levaram crianças a Jesus para que Ele lhes impusesse as mãos e orasse por elas. Os discípulos, porém, tentaram impedir.

A resposta de Jesus foi firme:

“Deixai os pequeninos, não os embaraceis de vir a mim, porque dos tais é o reino dos céus.” Mateus 19:14

Marcos registra: “Deixai vir a mim as crianças, não as impeçais, porque dos tais é o reino de Deus.” Marcos 10:14

E Lucas também registra: “Deixai vir a mim os meninos e não os impeçais, porque dos tais é o reino de Deus.” Lucas 18:16

A atitude de Jesus revela algo precioso: aqueles que muitos consideravam pequenos demais para receber atenção eram importantes para Ele.

As crianças não tinham posição social, autoridade ou influência. Não poderiam oferecer nada em troca. Mesmo assim, Jesus as recebeu.

Ele não disse: “Quando crescerem, venham a mim”.

Ele disse: “Deixai vir a mim os pequeninos.”

Isso nos ensina que o valor de uma pessoa diante de Deus não depende de sua idade, posição, tempo de igreja, riqueza, conhecimento ou reconhecimento.

Os pequeninos também podem ser os que precisam de cuidado

Em Mateus 25:31-46, Jesus apresenta a cena do julgamento das nações e fala sobre aqueles que estavam passando por necessidades.

Os que tinham fome e sede, os estrangeiros que precisavam ser acolhidos, as pessoas sem roupas, os enfermos e os presos.

Então o Rei diz aos justos: “Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes; estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes visitar-me.” Mateus 25:3

Os justos ficam surpresos. Eles perguntam quando fizeram essas coisas.

E o Rei responde: “Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” Mateus 25:40

Aqui encontramos uma verdade profunda: Jesus se identifica com aqueles que pertencem a Ele e estão passando por necessidades.

O necessitado pode ser ignorado pelos homens, mas não é ignorado por Deus.

E aquilo que fazemos por esse “pequenino” é considerado por Cristo como algo feito a Ele.

Mateus 19 e Mateus 25: dois sentidos que se complementam

Em Mateus 19, Jesus está falando literalmente de crianças. Elas são apresentadas como exemplos daqueles que recebem o Reino com humildade e dependência.

Em Mateus 25, o contexto é diferente. Os “pequeninos irmãos” estão relacionados aos seguidores de Cristo que enfrentam situações de necessidade, como fome, sede, falta de roupas, doença, prisão, perseguição e outras aflições.

Portanto, não devemos simplesmente dizer que “pequeninos” significa exatamente a mesma coisa nas duas passagens.

O contexto mostra uma diferença.

Mas existe também uma preciosa ligação entre elas: Jesus valoriza aqueles que os homens tendem a considerar pequenos.

Em Mateus 19, são crianças.

Em Mateus 25, são irmãos necessitados.

Em ambos os casos, Jesus corrige uma tendência humana: desprezar aquilo que parece pequeno.

Deus olha para aquilo que os homens não valorizam

A nossa sociedade que costuma valorizar o grande.

Grandes templos, grandes multidões, grandes pregadores, grandes ministérios, grandes projetos, grandes resultados.

Mas Jesus chama nossa atenção para coisas que aos nossos parecem pequenas.

Um copo de água, uma refeição, uma roupa, uma visita, uma palavra de acolhimento, uma ajuda oferecida no momento certo, um cuidado que ninguém viu.

Isso nos ensina que, no Reino de Deus, a importância de uma obra não é determinada pelo tamanho que ela possui aos olhos dos homens.

Uma pequena atitude de amor pode ter grande significado diante de Deus.

O perigo de não perceber os pequeninos

Existe também uma advertência séria nesse ensino.

Os condenados não são apresentados dizendo que fizeram grandes males contra Jesus. Eles deixaram de fazer o bem quando tiveram oportunidade.

Viram pessoas com fome, mas não deram alimento, pessoas com sede, mas não deram água, necessitados de acolhimento, mas não acolheram, enfermos, mas não visitaram e presos que não foram visitar.

Isso chama nossa atenção para o pecado da omissão.

Às vezes pensamos que pecado é somente aquilo que fazemos de errado.

Jesus também mostra a gravidade daquilo que deixamos de fazer quando poderíamos fazer o bem.

O verdadeiro valor dos pequeninos

Talvez alguém possa olhar para uma criança e pensar: “Ela ainda não pode fazer muita coisa.”

Alguém pode olhar para um irmão necessitado e pensar: “Ele não tem importância.”

Mas Jesus olha de maneira diferente.

Quando fala das crianças, Ele diz: “Dos tais é o reino dos céus.”

Quando fala dos necessitados, Ele diz: “A mim o fizestes.”

Isso muda completamente nossa maneira de enxergar as pessoas.

O mundo pergunta: “O que essa pessoa pode fazer por mim?”

O discípulo de Cristo precisa aprender a perguntar: “O que posso fazer por essa pessoa?”

O mundo procura os importantes.

Jesus manda olhar para os pequeninos.

O Reino não é conquistado pelas boas obras

É necessário compreender também um equilíbrio fundamental.

Jesus não está ensinando que alguém compra a salvação através de boas obras.

A Bíblia afirma claramente: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.” Efésios 2:8-9

Entretanto, o versículo seguinte completa o pensamento: “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.” Efésios 2:10

As boas obras não são a causa da nossa salvação; são fruto de uma vida alcançada pela graça.

Quem foi alcançado por Cristo passa a olhar para as pessoas de maneira diferente.

Percebe quem está sofrendo, enxerga quem precisa de ajuda, valoriza quem é ignorado, entende que servir ao próximo também é uma forma de demonstrar amor a Cristo.

O dia em que tudo será revelado

Mateus 25 também apresenta uma advertência sobre o juízo.

Enquanto vivemos neste mundo, muitas coisas permanecem misturadas.

Jesus ensinou sobre o trigo e o joio, sobre a separação dos justos e dos maus, sobre as virgens prudentes e as insensatas, sobre o servo fiel e o servo infiel.

Por algum tempo, as pessoas convivem lado a lado, mas chegará o momento da separação.

O julgamento de Deus revelará aquilo que realmente estava no coração.

É significativo que Jesus mencione atitudes tão simples.

Isso mostra que Deus não observa apenas aquilo que fazemos diante das multidões. Ele também observa aquilo que fazemos quando ninguém está olhando.

Uma visita, um copo de água, uma refeição, uma roupa,um acolhimento, um gesto de misericórdia.

Coisas que talvez sejam esquecidas por nós podem ser lembradas diante de Deus.

O pequenino que ninguém vê, Deus vê

Há pessoas que nunca aparecerão em uma lista de convidados, nunca terão seu nome em uma placa, nunca serão famosas, nunca ocuparão o primeiro banco, nunca subirão num púlpito, nunca serão reconhecidas dentro da própria congregação.

Mas isso não significa que sejam invisíveis para Deus.

A Bíblia declara que Deus tem especial cuidado com os necessitados e exige que seu povo também tenha esse cuidado.

“Todos os meus ossos dirão: Senhor, quem contigo se assemelha? Pois livras o aflito daquele que é demais forte para ele?” Salmo 35:10

E Paulo orienta: “Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé” Gálatas 6:10

O céu conhece aqueles que a terra não conhece.

Há pequeninos que precisam chegar a Jesus

Existe ainda uma responsabilidade especial da Igreja.

Jesus disse: “Deixai vir a mim os pequeninos.”

Portanto, não devemos criar obstáculos para que as pessoas se aproximem de Cristo.

Isso inclui as crianças, mas também alcança o princípio mais amplo de acolher os humildes, os necessitados, os frágeis e os que procuram o Senhor.

A Igreja não pode ser um lugar onde somente os fortes encontram espaço.

Ela deve ser um lugar onde o cansado encontra descanso, o ferido encontra cuidado, o necessitado encontra auxílio e o pecador encontra a mensagem da graça.

Jesus não afastava os pequenos, Jesus os chamava para perto.

sábado, 26 de setembro de 2026

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