Uma fé sem Bíblia é uma fé vulnerável


Vladimir Chaves


“Um cristão que negligencia a Palavra de Deus é como um soldado que abandona sua espada.” Charles Spurgeon

Essa frase de Spurgeon nos conduz a uma profunda reflexão sobre a vida cristã. A Palavra de Deus não é um acessório da fé, mas o instrumento essencial para viver, resistir e vencer. Assim como um soldado não entra em batalha desarmado, o cristão não pode enfrentar as lutas espirituais sem estar firmemente alicerçado nas Escrituras.

Quando a Bíblia é deixada de lado, a fé se enfraquece, o discernimento se perde e o engano encontra espaço. Negligenciar a Palavra não significa apenas deixar de lê-la, mas também ouvi-la sem praticá-la, conhecê-la sem obedecê-la. A Bíblia é a espada que revela a verdade, confronta o erro e fortalece o coração. Sem ela, o cristão torna-se vulnerável, passando a ser guiado por opiniões, emoções e influências que nem sempre vêm de Deus.

Por isso, permanecer na Palavra é permanecer firme. É nela que encontramos direção para as decisões, consolo para as dores e força para continuar. Quem ama a Deus aprende a amar a sua Palavra, pois é por meio dela que ouvimos a Sua voz.

A própria Escritura confirma essa verdade:

“Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus.” (Efésios 6:17)

“Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz para o meu caminho.” (Salmos 119:105)

Que essa reflexão nos leve a um compromisso diário: não largar a espada, não desprezar a Palavra, mas viver por ela, confiando que Deus nos conduz e nos guarda por meio das Escrituras.

sábado, 21 de fevereiro de 2026

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Atributos de Deus: verdades que fortalecem a fé


Vladimir Chaves

Conhecer os atributos de Deus não é apenas aprender conceitos teológicos; é aprender a olhar para a vida a partir de quem Deus é. A teologia cristã nos ajuda a compreender essa verdade ao distinguir os atributos incomunicáveis e comunicáveis, mostrando, ao mesmo tempo, a grandeza de Deus e sua proximidade conosco.

Quando refletimos sobre os atributos incomunicáveis, somos confrontados com a realidade de que Deus é totalmente diferente de nós. Ele é eterno, não começou e jamais terá fim. Ele não muda, não falha e não é surpreendido pelos acontecimentos da história. Deus está presente em todos os lugares e conhece todas as coisas. Essa compreensão gera humildade, pois nos lembra que não controlamos o tempo, o futuro nem as circunstâncias. Somos limitados, mas confiamos em um Deus ilimitado. Essa verdade traz descanso à alma: aquilo que nos escapa jamais escapa das mãos de Deus.

Por outro lado, os atributos comunicáveis revelam um Deus que deseja relacionamento. O mesmo Deus infinito é também amoroso, justo, santo, bom, misericordioso e verdadeiro. Ele escolheu refletir esses atributos no ser humano, criado à sua imagem. Isso significa que a fé cristã não se resume a crer em um Deus distante, mas a permitir que seu caráter transforme nossa maneira de viver. Quando amamos, perdoamos, buscamos a justiça e vivemos na verdade, estamos refletindo, ainda que de forma imperfeita, quem Deus é.

Essa distinção também nos ajuda a manter o equilíbrio espiritual. Os atributos incomunicáveis nos ensinam reverência e temor; os comunicáveis nos chamam à prática da fé no cotidiano. Deus não nos convida a tentar ser como Ele em poder ou glória, mas a sermos parecidos com Ele em caráter. A verdadeira maturidade cristã surge quando reconhecemos nossa dependência de Deus e, ao mesmo tempo, nos comprometemos a viver de acordo com seus valores.

Portanto, refletir sobre os atributos de Deus é um convite à transformação. Quanto mais entendemos quem Deus é, mais somos conduzidos a confiar n’Ele, adorá-lo com sinceridade e viver de maneira que sua graça seja visível em nós. Conhecer a Deus muda nossa visão de mundo, fortalece nossa fé e nos ensina a viver com esperança, humildade e amor.

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A pessoa do Espírito Santo na vida do cristão


Vladimir Chaves

Quando falamos do Espírito Santo, não estamos nos referindo a uma força invisível, a uma energia sem rosto ou a uma simples influência espiritual. A Bíblia nos apresenta o Espírito Santo como Pessoa, plenamente viva, consciente e atuante. Ele é o próprio Deus, a Terceira Pessoa da Trindade, que se relaciona conosco de maneira real e profunda.

O Espírito Santo pensa, sente e age. Ele tem mente, pois conhece os propósitos de Deus e intercede de forma perfeita. Ele tem emoções, pois pode ser entristecido quando resistimos à sua vontade. Ele ensina, relembra as palavras de Jesus, guia o povo de Deus e distribui dons conforme a sua própria vontade. Tudo isso revela que estamos diante de alguém pessoal, não de algo impessoal. Negar essa verdade é reduzir a obra de Deus e enfraquecer a compreensão da própria Trindade.

Dentro da Trindade, o Espírito Santo é distinto do Pai e do Filho, mas nunca separado deles. Deus é um só em essência, mas se revela em três Pessoas. O Espírito compartilha da mesma natureza divina, sendo eterno, santo e poderoso, porém exerce uma missão específica. Essa distinção é essencial para preservar a fé bíblica e evitar erros antigos que tentaram negar sua divindade ou transformá-lo em apenas um “modo” de Deus agir. As Escrituras deixam claro: o Espírito é enviado pelo Pai, em nome do Filho, e atua com plena autoridade divina.

Jesus chamou o Espírito Santo de Consolador. Essa palavra carrega um significado profundo: alguém que caminha ao lado, que fortalece nos momentos de fraqueza, que orienta nas decisões difíceis e que defende quando somos acusados. Ao prometer “outro Consolador”, Jesus afirmou que o Espírito Santo é da mesma natureza que Ele, assumindo agora a presença constante de Deus na vida dos crentes. Não se trata de uma ajuda temporária, mas de uma companhia permanente.

Assim, o Espírito Santo é Deus presente conosco. Ele não apenas habita em nós, mas nos ensina a viver, nos corrige com amor, nos consola na dor e nos capacita para cumprir o propósito divino. Conhecer o Espírito Santo como Pessoa transforma a fé em relacionamento e a religião em vida com Deus.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

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Quando a fé vira peso e o medo vira regra


Vladimir Chaves

“Apesar disso, muitos até dentre as autoridades creram nele; mas por causa dos fariseus não o confessavam, para não serem expulsos da sinagoga. Porque amaram mais a glória dos homens do que a glória de Deus.”  João 12:42–43

João 12:42–43 nos mostra líderes que criam em Jesus, mas não O confessavam. Não era falta de fé, era medo. Medo de perder espaço, reputação e aceitação. Eles amaram mais a glória dos homens do que a glória de Deus. Esse texto lança luz sobre um problema que também se manifesta hoje, especialmente dentro da religiosidade rígida.

Em muitos ambientes religiosos, o evangelho é apresentado junto com uma lista de exigências que não vêm do coração da fé, mas da tradição humana: regras severas sobre vestes, adornos, costumes e comportamentos externos, tratados como se fossem pecados mortais. O resultado não é maturidade espiritual, mas peso, culpa e medo.

Recém-convertidos, que deveriam ser acolhidos, ensinados e discipulados com paciência, muitas vezes são pressionados a “se encaixar” rapidamente em um padrão externo. Antes mesmo de entenderem a graça, já aprendem a ter medo de errar. Antes de conhecerem a liberdade em Cristo, já sentem o peso da vigilância humana.

Esse texto bíblico se conecta diretamente com a nossa realidade.

O custo do discipulado não é trocar roupas, cortar adornos ou adotar um comportamento forçado para agradar líderes ou denominações. O verdadeiro custo é morrer para o ego, para o orgulho, para o desejo de aprovação. Mas quando a religiosidade ocupa o lugar do evangelho, o foco se inverte: busca-se agradar pessoas, sistemas e tradições.

“Amaram mais a glória dos homens” (aprovação, reconhecimento, prestígio...)

Essa glória também se manifesta quando líderes e instituições defendem regras rígidas mais para manter controle, identidade ou status espiritual do que para conduzir pessoas a Cristo. Cria-se um ambiente onde obedecer regras vale mais do que amar pessoas, e onde parecer santo é mais importante do que ser transformado.

O efeito disso é silencioso e devastador: muitos até creem, mas se calam; muitos até começam, mas desistem; muitos até querem Cristo, mas fogem da igreja. Não porque rejeitam o evangelho, mas porque não suportam o peso de uma fé que se tornou fardo, não boa notícia.

Jesus nunca afastou os fracos com exigências imediatas. Ele chamou, acolheu, ensinou e transformou de dentro para fora. Quando a igreja faz o contrário, ela repete o erro dos líderes de João 12: protege a estrutura, mas perde pessoas; mantém a aparência, mas sufoca a fé.

A reflexão que fica é clara e necessária:

Estamos conduzindo pessoas à glória de Deus ou exigindo que elas se ajustem à glória dos homens?

Onde a graça não é o ponto de partida, a fé se torna medo.

Onde a aparência é prioridade, o evangelho perde sua força.

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Quando a ciência confirma o que a Bíblia sempre disse


Vladimir Chaves

A ciência não cria a verdade; ela a revela. Muitas de suas descobertas apenas confirmam aquilo que a Palavra de Deus já declarou há milênios, mostrando a harmonia entre conhecimento humano e sabedoria divina.

A descoberta da laminina é um exemplo claro disso. Essencial para a matriz extracelular, sua estrutura em forma de cruz não é apenas um detalhe biológico, mas um sinal que ecoa princípios eternos revelados nas Escrituras.

A Bíblia afirma que Deus criou o ser humano de forma admirável e perfeita: “Eu te louvarei, porque de um modo assombroso e maravilhoso fui feito” (Salmos 139:14). A laminina, que sustenta e organiza as células, reflete essa verdade e aponta simbolicamente para a cruz, o sinal máximo da redenção.

O apóstolo Paulo escreve: “E ele é antes de todas as coisas, e nele todas as coisas subsistem” (Colossenses 1:17). De forma impressionante, sem a laminina o corpo perde coesão e estrutura, revelando um paralelo entre a sustentação física e a espiritual.

Pesquisas também indicam o papel da laminina na regeneração nervosa, trazendo esperança onde antes havia impossibilidade. Isso ecoa a promessa divina: “Eu sou o Senhor que te sara” (Êxodo 15:26).

Nesse contexto, destaca-se o trabalho da pesquisadora Tatiana Sampaio, cujos estudos reforçam que fé e conhecimento não são inimigos. Como afirma a Escritura: “Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia a obra das suas mãos” (Salmos 19:1).

A cruz molecular da laminina nos lembra que não estamos separados de Deus. Somos, como diz a Palavra, “templo do Espírito Santo” (1 Coríntios 6:19), carregando em nós a marca do Criador.

Assim, cada célula anuncia esperança. Há um projeto de restauração inscrito na própria criação, apontando para a promessa final: “Eis que faço novas todas as coisas” (Apocalipse 21:5). A laminina não é apenas uma proteína, mas um lembrete de que a cura começa na cruz e se manifesta até nos fundamentos mais microscópicos da vida.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

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Ouvir é fácil, praticar é o verdadeiro desafio


Vladimir Chaves



“Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha.” Mateus 7:24

Jesus termina o Sermão do Monte com uma imagem simples, mas profundamente provocadora: duas pessoas constroem casas. À primeira vista, não há diferença entre elas. Ambas trabalham, planejam, sonham e constroem. A diferença não está na aparência da casa, mas no fundamento.

Ao dizer que o homem prudente é aquele que ouve e pratica, Jesus confronta uma fé apenas verbal. É como se Ele dissesse: não basta admirar meus ensinamentos, é preciso viver por eles. Ouvir sem obedecer pode até trazer conforto momentâneo, mas não sustenta a vida quando ela é posta à prova.

A casa representa nossa história: decisões, relacionamentos, família, trabalho e espiritualidade. Todos estamos construindo algo. A questão não é se virão as tempestades, mas quando elas virão. Problemas, perdas, crises emocionais e desafios espirituais fazem parte da caminhada humana. Nessas horas, fica evidente se a vida foi construída sobre algo sólido ou frágil.

Construir sobre a rocha exige mais esforço. Dá trabalho obedecer quando é mais fácil seguir o próprio desejo. Dá trabalho perdoar, ser íntegro, manter a fé quando tudo parece contrário. Mas é exatamente esse esforço que faz a diferença no final. A obediência hoje evita o desmoronamento amanhã.

Na minha opinião, Mateus 7:24 nos chama a uma fé madura. Uma fé que não se limita ao culto, à Bíblia aberta na mesa ou às palavras bonitas, mas que se expressa em atitudes diárias. Jesus não elogia quem sabe muito, mas quem vive o que sabe.

Esse texto nos leva a uma pergunta inevitável: em que estamos fundamentando nossa vida? Emoções? Pessoas? Recursos? Ou na Palavra de Cristo? Porque quando os ventos sopram (e eles sempre sopram) somente aquilo que foi edificado sobre a rocha permanece.

No fim, Jesus nos lembra que uma vida firme não é resultado de sorte, mas de escolha. Escolher ouvir, crer e, acima de tudo, praticar. É assim que se constrói uma fé que permanece.

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João 8:51: Uma promessa que vence a morte


Vladimir Chaves

“Em verdade, em verdade vos digo que, se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a morte.” João 8:51

Jesus fez essa declaração em meio a um ambiente de incredulidade e oposição. Ele estava sendo questionado, confrontado e até acusado. Mesmo assim, Ele proclama uma das promessas mais profundas das Escrituras.

“Guardar a minha palavra” não significa apenas ouvir um sermão ou conhecer versículos. Significa acolher a Palavra no coração, permitir que ela molde pensamentos, atitudes e decisões. É viver de acordo com aquilo que Cristo ensinou.

Quando Jesus diz que quem guarda sua Palavra “nunca verá a morte”, Ele não está falando da morte física. Todos nós sabemos que o corpo é mortal. Ele está falando de algo mais profundo: a morte espiritual, a separação eterna de Deus.

Para quem crê e obedece, a morte deixa de ser um fim e se torna apenas uma passagem. O corpo pode parar, mas a vida continua. A comunhão com Deus não é interrompida. A esperança não é destruída.

Essa promessa nos traz três grandes consolos:

A vida eterna começa agora, não apenas depois da morte.

A Palavra de Cristo tem poder para nos manter firmes até o fim.

A morte não tem a última palavra sobre quem pertence a Jesus.

Guardar a Palavra é escolher confiar quando tudo parece incerto. É permanecer fiel quando o mundo rejeita. É crer que Cristo é maior que o tempo, maior que o medo e maior que a própria morte.

João 8:51 é um convite à fé perseverante. Não é uma promessa automática, mas uma promessa para quem vive em aliança com Cristo.

Que essa Palavra não esteja apenas nos lábios, mas guardada no coração. Porque quem vive na Palavra de Jesus vive para sempre.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

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O plano diabólico de destruir a família tradicional


Vladimir Chaves

Desde o princípio, a família ocupa lugar central no projeto de Deus. Em Gênesis, vemos que, antes de existir qualquer modelo de governo ou organização social, Deus formou o homem e a mulher e instituiu a família como base da vida humana. Não foi o Estado que criou a família; foi Deus. Por isso, ela é a mais antiga e mais importante instituição da sociedade.

Desde o início, Satanás tenta destruir essa instituição criada por Deus, utilizando-se de diversas artimanhas para fragilizá-la. Hoje, mais do que nunca, o inimigo age, inclusive por meio de correntes ideológicas (esquerda), para atacar os valores da família. A Bíblia nos alerta que há uma batalha espiritual em curso: “O ladrão não vem senão a roubar, a matar e a destruir” (João 10:10). Satanás investe contra a família porque sabe que, ao fragilizá-la, abre-se caminho para a desagregação social.

Ao longo dos anos, a esquerda tem buscado relativizar valores cristãos, redefinir conceitos fundamentais e ampliar a intervenção do Estado sobre a educação moral dos filhos, assumindo, muitas vezes, um papel que tradicionalmente pertence à família. Quando o Estado se coloca como principal formador de consciência, substituindo a autoridade espiritual e moral dos pais, estabelece-se uma inversão preocupante.

Diversas estratégias são utilizadas para enfraquecer a família e a fé cristã, inclusive por meio da cultura. O desfile da Acadêmicos de Niterói, por exemplo, foi um dos mais ousados ao tratar com escárnio símbolos e valores considerados sagrados pela fé cristã, como a Bíblia e a família. Não foi apenas uma manifestação artística; foi uma mensagem de desprezo e ridicularização do sagrado.

É importante lembrar que a própria Escritura ensina que “a nossa luta não é contra carne e sangue” (Efésios 6:12). Assim, a questão é essencialmente espiritual. Por isso, nós, cristãos, somos chamados a discernir os tempos e a fortalecer aquilo que Deus estabeleceu.

O enfrentamento dos desafios à família exige respostas bíblicas. Os lares precisam estar firmados na Palavra: pais presentes, mães que ensinam princípios e filhos que crescem com sólida referência espiritual. A declaração de Josué permanece atual: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Josué 24:15).

Independentemente dos ataques por meio da cultura e da política, a família continuará sendo o coração da sociedade. Quando ela é fortalecida, a sociedade se fortalece; quando é fragilizada, tudo ao redor se abala. O tempo exige convicção, coerência e compromisso com os valores do Reino de Deus dentro de casa.

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Conservadores incomodam porque defendem valores que a esquerda quer destruir. Conservadores? Sim!


Vladimir Chaves


O desfile da Acadêmicos de Niterói, em Niterói, ao retratar conservadores dentro de uma “lata de conserva”, foi apresentado como crítica artística. Mas, na verdade, foi intolerância ideológica e religiosa travestida de espetáculo.

É curioso observar como determinados setores da esquerda reivindicam o monopólio da tolerância, até que a diferença seja alguém que professe fé cristã, defenda princípios bíblicos ou valorize a família. Nesse momento, a “diversidade” passa a ter filtro, e o deboche vira instrumento político.

Somos “conservados” e assumimos com clareza do que estamos conservados:

Conservados para servir a Jesus Cristo.

Conservados para honrar a família como fundamento da sociedade.

Conservados para ensinar aos nossos filhos que drogas não são liberdade, mas escravidão.

Conservados para ensinar que não se deve roubar, independentemente da conveniência política.

Conservados para ensinar que quem sonha precisa lutar, trabalhar e perseverar.

Conservados para viver com honestidade quando a desonestidade tenta se normalizar.

Conservados para professar que os únicos valores capazes de sustentar e salvar a família estão enraizados na Bíblia. A Bíblia é o verdadeiro estatuto da família, não um decreto ideológico passageiro, mas um fundamento milenar que moldou civilizações. Quando se despreza esse alicerce, colhe-se desorientação moral; quando se honra, colhe-se estabilidade.

Transformar milhões de pessoas em caricatura dentro de uma lata não eleva o debate; empobrece-o. Não é crítica sofisticada; é simplificação agressiva. Ridicularizar a fé alheia não é coragem artística; é intolerância seletiva.

Antes que o mundo rejeitasse conservadores, rejeitou o próprio Jesus Cristo. A história mostra que valores como verdade, fidelidade, responsabilidade e temor a Deus nunca foram unanimidade. E não precisam ser para serem verdadeiros.

Minha família é conservadora. Conservadora nos princípios, na fé, na responsabilidade de formar caráter. E, se isso incomoda, talvez seja porque valores firmes contrastam com ideologias liquidadas.

Se nos colocam numa lata, que seja. Conservados para a eternidade. Conservados por princípios que não se dobram ao aplauso momentâneo. Conservados para permanecer de pé quando a folia passar e a realidade cobrar seus frutos.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

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A fé que não incomoda já se rendeu


Vladimir Chaves

“Tenho-vos dito estas coisas para que não vos escandalizeis. Expulsar-vos-ão das sinagogas; vem mesmo a hora em que qualquer que vos matar cuidará estar fazendo um serviço a Deus. E isto vos farão, porque não conheceram o Pai, nem a mim.” João 16:1–3

Em João 16:1–3, Jesus diz algo que muita gente hoje evitaria dizer: Ele fala a verdade sem suavizar a realidade. Não vende uma fé confortável, não promete popularidade, não oferece uma vida blindada de conflitos. Ele prepara.

“Tenho-vos dito estas coisas para que não vos escandalizeis.”

Ou seja: estou sendo claro para que vocês não desistam quando a pressão vier.

Na minha opinião, esse é um dos textos mais profundos do Evangelho. Jesus não constrói seguidores à base de ilusão emocional. Ele sabe que a decepção nasce quando criamos expectativas erradas. Por isso, antecipa o cenário: haverá rejeição, haverá oposição e haverá perseguição.

Ser expulso da sinagoga, naquele contexto, era perder espaço, reputação e convivência social. Hoje, a forma é diferente, mas o mecanismo é o mesmo. Quem decide viver a fé com coerência pode ser visto como exagerado, ultrapassado ou inconveniente. A pressão para se adaptar é real.

O que mais chama atenção, porém, é quando Jesus diz que haveria pessoas que acreditariam estar servindo a Deus ao perseguir seus discípulos. Isso é forte. E atual. Nem toda militância religiosa representa o coração de Deus. Nem toda defesa apaixonada de uma causa espiritual revela conhecimento verdadeiro do Pai.

Jesus aponta o problema com precisão: “porque não conheceram o Pai, nem a mim.” Aqui está o ponto central. O problema não é falta de religião; é falta de relacionamento. É possível falar muito sobre Deus e, ainda assim, não o conhecer de fato.

Esse texto confronta a ideia moderna de que seguir a Cristo deve ser sempre confortável. Não deve. A fé genuína, em algum momento, vai bater de frente com valores, sistemas e expectativas.

Mas há algo consolador nisso tudo: Cristo já nos avisou, já nos preparou e continua a nos fortalecer.

Sei que seguir a Cristo não é escolher o caminho mais fácil. É escolher o caminho verdadeiro. E, ainda que haja rejeição, existe algo maior: a certeza de que estamos alinhados com Aquele que conhece o fim desde o começo.

Talvez o maior risco não seja ser perseguido por causa da fé. Talvez o maior risco seja não enfrentar resistência alguma; pois isso pode indicar que já nos ajustamos demais ao padrão do mundo.

Jesus foi claro. E continua sendo. Resta-nos manter a fé e seguir firmes.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

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