Vivemos um tempo em que
muitos parecem ter encontrado uma justificativa conveniente para abandonar a
comunhão cristã. Basta surgir uma decepção, um erro humano ou uma discordância,
e logo aparece alguém afirmando que não precisa mais da igreja para viver a fé.
Sinceramente, não concordo com esse pensamento.
A igreja nunca foi perfeita
e nunca será, porque é formada por pessoas. Onde existem seres humanos,
existirão falhas, limitações e erros. Isso não é novidade para quem estuda as
Escrituras com atenção. O próprio Jesus conviveu com homens que erravam, discutiam
entre si, demonstravam fraquezas e até o abandonaram em momentos decisivos.
Ainda assim, Cristo não desistiu de formar um povo e de estabelecer uma
comunidade de fé.
Por isso, quando vejo
crescer a ideia de que o melhor caminho é se afastar da igreja, tenho a
impressão de que algo está fora do lugar. A fé cristã não foi feita para ser
vivida de forma solitária. Precisamos da comunhão, precisamos ouvir a Palavra
sendo pregada, participar da Ceia e estar naquele ambiente onde o Espírito
Santo fala ao coração da igreja. Há algo que acontece quando o povo de Deus se
reúne que simplesmente não pode ser substituído por experiências isoladas.
É claro que, ao longo da
caminhada, surgem frustrações. Pessoas falham, líderes falham, irmãos falham.
Isso machuca e decepciona profundamente. No entanto, abandonar a comunhão por
causa disso é permitir que as fragilidades humanas tenham mais peso do que o
propósito de Deus.
Outra coisa que me preocupa
é a quantidade de vozes que hoje tentam justificar o afastamento da igreja.
Sempre aparece alguém com discursos elaborados e interpretações que parecem
inteligentes, mas que acabam distorcendo o sentido da mensagem bíblica. No
fundo, abandonar a igreja é ceder sem lutar. Deus não nos deu espírito de
covardia.
Diante disso, minha posição
é simples: prefiro continuar crendo no que está escrito. A Bíblia aponta para a
comunhão, para o corpo de Cristo, para a reunião dos santos. Mesmo com
imperfeições, é ali que seguimos buscando a Deus, ouvindo o que o Espírito diz
e mantendo viva a chama da fé.
Entre evitar confrontar a
soberba humana, ignorar a vaidade daqueles que valorizam mais cargos e títulos
do que a Deus, ou permanecer firme naquilo que a Palavra ensina, escolho a
fidelidade à Palavra. Porque, no final das contas, a fé cristã nunca foi sobre
encontrar ambientes perfeitos, mas sobre permanecer fiel ao que Deus
determinou.











