Desde o princípio, a família
ocupa lugar central no projeto de Deus. Em Gênesis, vemos que, antes de existir
qualquer modelo de governo ou organização social, Deus formou o homem e a
mulher e instituiu a família como base da vida humana. Não foi o Estado que
criou a família; foi Deus. Por isso, ela é a mais antiga e mais importante
instituição da sociedade.
Desde o início, Satanás
tenta destruir essa instituição criada por Deus, utilizando-se de diversas
artimanhas para fragilizá-la. Hoje, mais do que nunca, o inimigo age, inclusive
por meio de correntes ideológicas (esquerda), para atacar os valores da
família. A Bíblia nos alerta que há uma batalha espiritual em curso: “O ladrão
não vem senão a roubar, a matar e a destruir” (João 10:10). Satanás
investe contra a família porque sabe que, ao fragilizá-la, abre-se caminho para
a desagregação social.
Ao longo dos anos, a
esquerda tem buscado relativizar valores cristãos, redefinir conceitos
fundamentais e ampliar a intervenção do Estado sobre a educação moral dos
filhos, assumindo, muitas vezes, um papel que tradicionalmente pertence à
família. Quando o Estado se coloca como principal formador de consciência,
substituindo a autoridade espiritual e moral dos pais, estabelece-se uma
inversão preocupante.
Diversas estratégias são
utilizadas para enfraquecer a família e a fé cristã, inclusive por meio da
cultura. O desfile da Acadêmicos de Niterói, por exemplo, foi um dos mais
ousados ao tratar com escárnio símbolos e valores considerados sagrados pela fé
cristã, como a Bíblia e a família. Não foi apenas uma manifestação artística;
foi uma mensagem de desprezo e ridicularização do sagrado.
É importante lembrar que a
própria Escritura ensina que “a nossa luta não é contra carne e sangue” (Efésios
6:12). Assim, a questão é essencialmente espiritual. Por isso, nós,
cristãos, somos chamados a discernir os tempos e a fortalecer aquilo que Deus
estabeleceu.
O enfrentamento dos desafios
à família exige respostas bíblicas. Os lares precisam estar firmados na
Palavra: pais presentes, mães que ensinam princípios e filhos que crescem com
sólida referência espiritual. A declaração de Josué permanece atual: “Eu e a
minha casa serviremos ao Senhor” (Josué 24:15).
Independentemente dos
ataques por meio da cultura e da política, a família continuará sendo o coração
da sociedade. Quando ela é fortalecida, a sociedade se fortalece; quando é
fragilizada, tudo ao redor se abala. O tempo exige convicção, coerência e compromisso
com os valores do Reino de Deus dentro de casa.







