Quando a sua busca por Deus incomoda quem prefere o pecado


Vladimir Chaves

“E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12:2)

Buscar a Deus de verdade nunca foi um caminho confortável para todos. Quando alguém decide abandonar práticas erradas, mudar atitudes e viver segundo a vontade do Senhor, isso acaba confrontando quem prefere continuar no erro. A luz revela aquilo que muitos tentam esconder.

Muitas pessoas desejam que você continue como elas estão, porque assim não precisam rever suas escolhas. A permanência no pecado cria uma falsa sensação de segurança espiritual, onde se acredita que é possível viver longe da obediência e, ainda assim, afirmar que Deus aprova tudo. Porém, a Palavra nos ensina que Deus é santo e nos chama para uma vida transformada, não para uma fé de aparência.

A verdadeira busca por Deus exige renúncia, arrependimento e mudança de rumo. Nem todos aceitarão essa decisão, e isso faz parte do caminho cristão. A aprovação que realmente importa não vem das pessoas, mas do próprio Deus, que honra aqueles que escolhem andar na luz, mesmo quando isso causa desconforto ao redor.

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

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O perigo das pessoas que elogiam na frente e atacam pelas costas


Vladimir Chaves

“O ódio se encobre com falsidade dos lábios, e o que difama ajunta dolo.” (Provérbios 10:18)

Esse versículo reforça que palavras falsas não são apenas um erro de comunicação, mas um perigo espiritual. Deus valoriza a verdade que liberta, não a aparência que engana.

Um dos comportamentos mais perigosos nos relacionamentos humanos é a falsidade disfarçada de gentileza. Há pessoas que elogiam na frente, sorriem, aparentam apoio, mas quando se afastam usam palavras como armas. Esse tipo de atitude não fere apenas a reputação do outro, mas corrói a confiança, destrói vínculos e espalha divisão.

O elogio falso não edifica; ele prepara o terreno para a queda. Quem age assim não busca o bem, mas vantagem própria, reconhecimento ou aceitação. Por trás das palavras doces, escondem-se intenções amargas. A Bíblia nos alerta que esse comportamento não é inofensivo: ele revela um coração dividido, que fala o que não vive.

Por isso, é preciso discernimento. Nem toda palavra bonita carrega verdade, e nem todo sorriso revela lealdade. O cristão é chamado a viver na luz, com coerência entre o que fala em público e o que pensa em particular. A sinceridade pode até ser firme, mas ela preserva; já a falsidade destrói silenciosamente.

Mais do que se proteger de pessoas assim, o maior desafio é não se tornar uma delas. Que nossas palavras sejam verdadeiras, nossas atitudes transparentes e nosso coração alinhado com aquilo que confessamos.

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A iniciativa soberana de Deus na salvação


Vladimir Chaves

Quando a Bíblia afirma que Deus amou o mundo e enviou o seu Filho, ela nos conduz ao coração da fé cristã. O envio de Jesus não foi um gesto impulsivo nem uma resposta tardia ao pecado humano, mas a maior e mais clara revelação do amor do Pai. Um amor que não depende de mérito, esforço ou merecimento, mas que nasce da própria natureza de Deus, pois “Deus é amor”.

Esse amor, chamado nas Escrituras de agápē, é profundo, constante e sacrificial. Ele se dirige a um mundo rebelde, ferido e distante, não para condená-lo, mas para resgatá-lo. O Pai não olhou para a humanidade buscando razões para amar; Ele amou porque amar é o que Ele é. Assim, o envio do Filho revela um amor que se inclina, que busca o bem do outro e que se entrega totalmente para que haja vida.

Desde antes da fundação do mundo, Deus já havia decidido agir em favor da humanidade caída. A salvação não começou com o arrependimento humano, mas com a iniciativa soberana de Deus. Antes que alguém o buscasse, Ele já havia planejado o caminho da redenção em Cristo. Isso nos lembra que a fé não é o ponto de partida da salvação, mas a resposta ao amor que primeiro nos alcançou.

O envio do Filho também revela a perfeita harmonia da Trindade. O Pai envia, o Filho se entrega voluntariamente e o Espírito Santo aplica essa obra aos corações. Não há competição, nem desigualdade, mas unidade de propósito e plenitude de amor. A missão de Jesus não diminui sua divindade, mas manifesta o plano eterno do Deus Triúno em ação.

Diante desse amor, resta-nos contemplar, agradecer e responder. O envio do Filho nos convida a viver não mais sob o peso da culpa, mas na certeza da graça. É um chamado para confiar, descansar e permitir que esse amor transforme nossa forma de viver, amar e servir. Afinal, quem foi alcançado por um amor tão grande não permanece o mesmo.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

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Palavras que nascem de um coração em paz


Vladimir Chaves

“Descanse no Senhor e aguarde por Ele com paciência.” Salmo 37:7

Aquietar o coração é um exercício de fé e maturidade espiritual. Em um mundo apressado, onde as emoções muitas vezes falam mais alto que a razão, somos constantemente tentados a responder no impulso, a falar antes de ouvir e a agir antes de refletir. A Palavra nos ensina que o descanso interior é um caminho seguro para decisões mais sábias.

Quando o coração se aquieta, a ansiedade perde força, a ira é controlada e a confusão dá lugar ao discernimento. É nesse ambiente de silêncio e entrega que aprendemos a ouvir melhor; não apenas as pessoas ao nosso redor, mas principalmente a direção de Deus. Muitas palavras ditas sem reflexão podem ferir; já aquelas que nascem de um coração em paz costumam edificar.

Esperar no Senhor não é passividade, mas confiança. É reconhecer que Ele trabalha mesmo quando não vemos resultados imediatos. Ao escolher aquietar o coração, permitimos que Deus conduza nossos pensamentos, nossas palavras e nossas atitudes, livrando-nos de decisões precipitadas.

A quietude diante de Deus transforma a forma como falamos e vivemos. Ela nos ensina a responder com sabedoria, a agir com prudência e a confiar que, no tempo certo, o Senhor se manifesta. Quem aprende a descansar em Deus descobre que o silêncio do coração também é um lugar de direção e crescimento espiritual.

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Guardar a mente para preservar a paz


Vladimir Chaves

Filipenses 4:8 nos lembra de uma verdade simples, mas profunda: a forma como pensamos influencia diretamente a forma como vivemos. Paulo escreve essas palavras não de um lugar confortável, mas da prisão. Mesmo assim, ele fala de paz, equilíbrio e alegria. Isso nos ensina que a paz não depende das circunstâncias externas, mas do que permitimos ocupar a nossa mente.

Todos os dias somos expostos a pensamentos que geram medo, ansiedade, ira e desânimo. Quando alimentamos essas ideias, o coração se enfraquece e a fé se torna pesada. Por isso, Paulo nos convida a fazer uma escolha consciente: direcionar o pensamento para aquilo que é verdadeiro, justo, puro e digno de louvor.

Pensar no que é verdadeiro é rejeitar a mentira que diz que não há saída. Pensar no que é justo é lembrar que Deus continua sendo fiel, mesmo quando não entendemos tudo. Pensar no que é puro e amável é permitir que o amor de Deus cure feridas internas e transforme nossas atitudes. Pensar no que é de boa fama é preservar um coração limpo, que glorifica a Deus em vez de se contaminar com o mal.

Esse texto não nos chama a ignorar os problemas, mas a enfrentá-los com a mente alinhada com o céu. Quando escolhemos pensar segundo os valores do Reino, nossa visão muda, nossas reações mudam e nossa esperança é renovada. A paz de Deus encontra espaço para permanecer em nós.

Cuidar da mente é um ato espiritual. É uma forma de adoração silenciosa, praticada todos os dias. Quando guardamos os pensamentos, guardamos também o coração. E quando o coração está firmado em Deus, a vida se torna mais leve, mesmo em meio às lutas.

Que Filipenses 4:8 seja não apenas um versículo conhecido, mas um caminho diário para viver com fé, equilíbrio e paz.

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A obra que sustenta todas as outras


Vladimir Chaves

À luz da frase de C. H. Spurgeon — “A oração não nos prepara para as grandes obras. Ela é a maior obra de todas as obras”; somos convidados a rever a maneira como enxergamos a oração.

Muitas vezes pensamos na oração apenas como um meio, um preparo, uma etapa antes de agir. Oramos para depois trabalhar, oramos para depois decidir, oramos para depois enfrentar os desafios. No entanto, Spurgeon nos conduz a uma compreensão mais profunda: a oração não é um degrau rumo à obra de Deus; ela é a própria obra.

Quando oramos, não estamos apenas pedindo ajuda ou buscando força. Estamos entrando em comunhão com o Criador, reconhecendo nossa dependência e permitindo que a vontade de Deus molde o nosso coração. Na oração, algo maior do que ações visíveis acontece: o orgulho é quebrado, a fé é fortalecida e o espírito é alinhado com os propósitos eternos.

As grandes obras que admiramos (ministérios frutíferos, vidas transformadas, decisões sábias) quase sempre nascem em lugares silenciosos, onde ninguém vê, mas Deus ouve. Antes de qualquer conquista exterior, há um trabalho interior realizado pela oração. É ali que Deus age primeiro em nós, para depois agir por meio de nós.

Orar é trabalhar no invisível, onde as batalhas mais importantes são vencidas. É reconhecer que, sem Deus, nossos esforços são limitados, mas com Ele, até o que parece pequeno se torna poderoso. A oração nos ensina a esperar, confiar e obedecer, mesmo quando não vemos resultados imediatos.

Portanto, quando dobramos os joelhos, não estamos perdendo tempo nem adiando a missão. Estamos participando da maior obra que um ser humano pode realizar: depender totalmente de Deus. E é dessa obra silenciosa, humilde e constante que nascem todas as outras que glorificam o seu nome.

domingo, 11 de janeiro de 2026

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O dever de todo homem segundo a Bíblia


Vladimir Chaves

“De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Temer a Deus e guardar seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem” Eclesiastes 12:13

Eclesiastes 12:13 nos conduz a uma conclusão simples, porém profundamente significativa. Ele nos ajuda a compreender que o esforço humano, o trabalho incansável e a busca por prazer, riqueza e reconhecimento, quando vividos à parte de Deus, acabam perdendo o sentido. Nada é capaz de preencher completamente o coração do homem quando Deus é deixado de lado.

Diante desse cenário, surge a orientação final: temer a Deus e guardar os seus mandamentos. Esse temor não se refere ao medo, mas ao respeito, à reverência e à consciência de que Deus é o centro de todas as coisas. É viver entendendo que não somos donos da vida, mas administradores daquilo que Ele nos confiou. Quando reconhecemos essa verdade, nossa caminhada se torna mais leve e mais segura.

Guardar os mandamentos, por sua vez, significa viver uma fé prática. Não se trata apenas de ouvir ou concordar com a Palavra, mas de permitir que ela direcione nossas escolhas, atitudes e prioridades. A obediência não é um peso, mas uma proteção. Deus não estabelece seus mandamentos para limitar o ser humano, e sim para guiá-lo pelo caminho da vida verdadeira.

Ao afirmar que esse é o dever de todo homem, a Bíblia nos lembra que o propósito da vida não está naquilo que acumulamos, mas em Aquele a quem obedecemos. O verdadeiro sentido da existência não se encontra nas coisas passageiras, mas em uma vida alinhada com o Criador. Tudo passa; Deus permanece.

Assim, Eclesiastes 12:13 nos convida a reavaliar nossas prioridades. Ele nos chama a viver com propósito, consciência e fé. Quando Deus ocupa o lugar central, a vida deixa de ser vaidade e passa a ter significado eterno.

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Quando o perigo é oculto, Deus é presente


Vladimir Chaves

“Pois Ele te livrará do laço do passarinheiro e da peste perniciosa.” Salmos 91:3

Caminhamos pela vida sem perceber quantos perigos existem ao nosso redor. Alguns são visíveis, fáceis de identificar. Outros, porém, são silenciosos, escondidos, preparados no anonimato, como armadilhas bem disfarçadas. O salmista chama esses perigos de “laço do passarinheiro”; algo montado para prender, ferir ou destruir sem aviso.

Deus, em sua fidelidade, nos lembra que nada escapa aos seus olhos. Enquanto não vemos o laço, Ele já o conhece. Enquanto não percebemos a armadilha, Ele já prepara o livramento. Isso nos traz descanso, pois a nossa segurança não depende da nossa atenção, mas do cuidado constante do Senhor.

O texto também fala da “peste perniciosa”, um mal que se espalha, enfraquece e destrói. Nem sempre ela aparece de forma imediata. Às vezes começa pequena, quase imperceptível, mas carrega um poder devastador. Ainda assim, a promessa permanece: Deus livra. Ele guarda o corpo, a mente e o espírito daqueles que confiam n’Ele.

Salmos 91 não promete ausência de perigos, mas garante a presença de Deus em meio a eles. A proteção divina não significa que não haverá ameaças, e sim que nenhuma delas terá a palavra final sobre a nossa vida. O Senhor age no invisível, onde não alcançamos, e nos cobre quando somos frágeis demais para nos defender.

Confiar nessa promessa é aprender a descansar. É seguir adiante com fé, sabendo que Deus cuida até daquilo que não conseguimos ver. Quando escolhemos habitar sob a proteção do Altíssimo, encontramos paz mesmo em tempos incertos, porque sabemos que aquele que livra é fiel para guardar.

sábado, 10 de janeiro de 2026

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O lamento de Jesus sobre Jerusalém


Vladimir Chaves

“Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e não quiseste! Eis que a vossa casa ficará deserta. Declaro-vos, pois, que, desde agora, já não vereis, até que venhais a dizer: Bendito o que vem em nome do Senhor! ” Mateus 23:37–39

Jesus estava em Jerusalém. A cidade santa, o centro da fé, o lugar do templo e das promessas. Ali haviam sido proclamadas as Escrituras, ensinada a Lei e enviados os profetas. Mesmo assim, foi ali que muitos rejeitaram a voz de Deus. Diante dessa realidade, Jesus não grita, não acusa com dureza; Ele lamenta.

“Jerusalém, Jerusalém… quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e não quiseste.”

Essas palavras revelam um coração ferido pelo amor recusado. O problema não era a ausência de Deus, mas a resistência do povo em se deixar alcançar por Ele.

A imagem usada por Jesus é simples e profunda. A galinha abre as asas para proteger os pintinhos do perigo, do frio e dos predadores. Assim é o cuidado de Deus: próximo, constante e cheio de compaixão. O abrigo estava disponível, mas muitos escolheram ficar fora dele.

Jerusalém simboliza um povo religioso, conhecedor da Lei, mas endurecido espiritualmente. Conheciam as Escrituras, mas não reconheceram o cumprimento delas em Cristo. Isso nos ensina que informação espiritual não substitui um coração quebrantado.

O lamento de Jesus também traz um alerta. Quando a graça é rejeitada repetidas vezes, chega o momento em que Deus permite que o homem colha as consequências de suas escolhas. “Vossa casa ficará deserta” não é uma ameaça vazia, mas o resultado de uma separação voluntária entre o homem e Deus.

Mesmo assim, o texto não termina sem esperança. Jesus aponta para um futuro em que ainda haverá reconhecimento e restauração. O lamento não fecha portas; ele revela que o amor de Deus permanece, mesmo diante da rejeição.

Hoje, esse lamento ecoa para todos nós. Cristo continua abrindo os braços, oferecendo refúgio, perdão e salvação. A pergunta que permanece não é se Deus quer nos acolher, mas se estamos dispostos a ir para debaixo de suas asas.

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Deus chama a todos, mas poucos levam a sério


Vladimir Chaves

“Muitos são chamados, mas poucos escolhidos” (Mt 22:14)

O convite de Deus continua ecoando, Ele chama por meio da Palavra, das oportunidades, dos alertas da vida e até das tribulações. Muitos ouvem esse chamado, muitos dizem crer em Deus, muitos frequentam a igreja. Mas Jesus deixa um alerta claro: nem todos que são chamados vivem de acordo com esse chamado.

Na parábola das bodas (Mateus 22) o texto diz que; o rei preparou um banquete. A festa estava pronta. Nada faltava. O problema não foi o convite, foi a resposta. Alguns ignoraram, outros rejeitaram, e um até entrou na festa, mas sem a veste adequada. Isso nos ensina que não basta estar presente, é preciso estar preparado.

Nos dias atuais, isso fala muito conosco. É possível estar no ambiente cristão, conhecer a linguagem da fé, participar de atividades religiosas e, ainda assim, não permitir que Deus transforme o coração. A veste nupcial representa uma vida ajustada à vontade de Deus: uma fé verdadeira, acompanhada de arrependimento, mudança e compromisso.

Deus continua chamando muitos: na família, no trabalho, nas igrejas, nas redes sociais. O chamado é gracioso e aberto. Porém, os escolhidos são aqueles que levam esse convite a sério. São os que entendem que seguir a Cristo não é apenas aceitar um convite, mas viver uma nova vida.

Esse texto nos leva a uma pergunta simples, mas profunda:

Eu apenas ouvi o chamado ou estou vivendo de forma digna dele?

Ser escolhido não significa ser perfeito, mas ser sincero diante de Deus. É reconhecer nossas falhas, buscar transformação diária e permitir que Cristo nos “vista” com sua justiça. É viver a fé não só aos domingos, mas todos os dias.

Que, em tempos de superficialidade espiritual, sejamos pessoas que não apenas respondem ao convite, mas permanecem fiéis até o fim. Porque muitos ouvem, muitos sabem, muitos falam… mas poucos decidem viver.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

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