Quando o perigo é oculto, Deus é presente


Vladimir Chaves

“Pois Ele te livrará do laço do passarinheiro e da peste perniciosa.” Salmos 91:3

Caminhamos pela vida sem perceber quantos perigos existem ao nosso redor. Alguns são visíveis, fáceis de identificar. Outros, porém, são silenciosos, escondidos, preparados no anonimato, como armadilhas bem disfarçadas. O salmista chama esses perigos de “laço do passarinheiro”; algo montado para prender, ferir ou destruir sem aviso.

Deus, em sua fidelidade, nos lembra que nada escapa aos seus olhos. Enquanto não vemos o laço, Ele já o conhece. Enquanto não percebemos a armadilha, Ele já prepara o livramento. Isso nos traz descanso, pois a nossa segurança não depende da nossa atenção, mas do cuidado constante do Senhor.

O texto também fala da “peste perniciosa”, um mal que se espalha, enfraquece e destrói. Nem sempre ela aparece de forma imediata. Às vezes começa pequena, quase imperceptível, mas carrega um poder devastador. Ainda assim, a promessa permanece: Deus livra. Ele guarda o corpo, a mente e o espírito daqueles que confiam n’Ele.

Salmos 91 não promete ausência de perigos, mas garante a presença de Deus em meio a eles. A proteção divina não significa que não haverá ameaças, e sim que nenhuma delas terá a palavra final sobre a nossa vida. O Senhor age no invisível, onde não alcançamos, e nos cobre quando somos frágeis demais para nos defender.

Confiar nessa promessa é aprender a descansar. É seguir adiante com fé, sabendo que Deus cuida até daquilo que não conseguimos ver. Quando escolhemos habitar sob a proteção do Altíssimo, encontramos paz mesmo em tempos incertos, porque sabemos que aquele que livra é fiel para guardar.

sábado, 10 de janeiro de 2026

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O lamento de Jesus sobre Jerusalém


Vladimir Chaves

“Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e não quiseste! Eis que a vossa casa ficará deserta. Declaro-vos, pois, que, desde agora, já não vereis, até que venhais a dizer: Bendito o que vem em nome do Senhor! ” Mateus 23:37–39

Jesus estava em Jerusalém. A cidade santa, o centro da fé, o lugar do templo e das promessas. Ali haviam sido proclamadas as Escrituras, ensinada a Lei e enviados os profetas. Mesmo assim, foi ali que muitos rejeitaram a voz de Deus. Diante dessa realidade, Jesus não grita, não acusa com dureza; Ele lamenta.

“Jerusalém, Jerusalém… quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e não quiseste.”

Essas palavras revelam um coração ferido pelo amor recusado. O problema não era a ausência de Deus, mas a resistência do povo em se deixar alcançar por Ele.

A imagem usada por Jesus é simples e profunda. A galinha abre as asas para proteger os pintinhos do perigo, do frio e dos predadores. Assim é o cuidado de Deus: próximo, constante e cheio de compaixão. O abrigo estava disponível, mas muitos escolheram ficar fora dele.

Jerusalém simboliza um povo religioso, conhecedor da Lei, mas endurecido espiritualmente. Conheciam as Escrituras, mas não reconheceram o cumprimento delas em Cristo. Isso nos ensina que informação espiritual não substitui um coração quebrantado.

O lamento de Jesus também traz um alerta. Quando a graça é rejeitada repetidas vezes, chega o momento em que Deus permite que o homem colha as consequências de suas escolhas. “Vossa casa ficará deserta” não é uma ameaça vazia, mas o resultado de uma separação voluntária entre o homem e Deus.

Mesmo assim, o texto não termina sem esperança. Jesus aponta para um futuro em que ainda haverá reconhecimento e restauração. O lamento não fecha portas; ele revela que o amor de Deus permanece, mesmo diante da rejeição.

Hoje, esse lamento ecoa para todos nós. Cristo continua abrindo os braços, oferecendo refúgio, perdão e salvação. A pergunta que permanece não é se Deus quer nos acolher, mas se estamos dispostos a ir para debaixo de suas asas.

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Deus chama a todos, mas poucos levam a sério


Vladimir Chaves

“Muitos são chamados, mas poucos escolhidos” (Mt 22:14)

O convite de Deus continua ecoando, Ele chama por meio da Palavra, das oportunidades, dos alertas da vida e até das tribulações. Muitos ouvem esse chamado, muitos dizem crer em Deus, muitos frequentam a igreja. Mas Jesus deixa um alerta claro: nem todos que são chamados vivem de acordo com esse chamado.

Na parábola das bodas (Mateus 22) o texto diz que; o rei preparou um banquete. A festa estava pronta. Nada faltava. O problema não foi o convite, foi a resposta. Alguns ignoraram, outros rejeitaram, e um até entrou na festa, mas sem a veste adequada. Isso nos ensina que não basta estar presente, é preciso estar preparado.

Nos dias atuais, isso fala muito conosco. É possível estar no ambiente cristão, conhecer a linguagem da fé, participar de atividades religiosas e, ainda assim, não permitir que Deus transforme o coração. A veste nupcial representa uma vida ajustada à vontade de Deus: uma fé verdadeira, acompanhada de arrependimento, mudança e compromisso.

Deus continua chamando muitos: na família, no trabalho, nas igrejas, nas redes sociais. O chamado é gracioso e aberto. Porém, os escolhidos são aqueles que levam esse convite a sério. São os que entendem que seguir a Cristo não é apenas aceitar um convite, mas viver uma nova vida.

Esse texto nos leva a uma pergunta simples, mas profunda:

Eu apenas ouvi o chamado ou estou vivendo de forma digna dele?

Ser escolhido não significa ser perfeito, mas ser sincero diante de Deus. É reconhecer nossas falhas, buscar transformação diária e permitir que Cristo nos “vista” com sua justiça. É viver a fé não só aos domingos, mas todos os dias.

Que, em tempos de superficialidade espiritual, sejamos pessoas que não apenas respondem ao convite, mas permanecem fiéis até o fim. Porque muitos ouvem, muitos sabem, muitos falam… mas poucos decidem viver.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

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Quando dizemos “a paz do Senhor”, o que realmente estamos declarando?


Vladimir Chaves


Muitos irmãos se cumprimentam todos os dias dizendo “a paz do Senhor”. Essa saudação é comum nas igrejas, especialmente entre os cristãos, mas nem todos compreendem o profundo significado espiritual que existe nessas poucas palavras.

Dizer “a paz do Senhor” não é apenas um costume ou uma forma educada de cumprimentar alguém. Essa expressão carrega uma declaração de fé. Quando saudamos um irmão dessa forma, estamos desejando que a paz que vem de Deus esteja sobre a vida dele. Não é qualquer paz, mas a paz que procede do próprio Senhor.

A paz do Senhor não significa ausência de problemas. Ela significa segurança em Deus, mesmo em meio às lutas. É a paz que acalma o coração aflito, fortalece a fé e traz descanso para a alma cansada. Ao declarar “a paz do Senhor”, estamos afirmando que Deus governa, cuida e sustenta aquele a quem saudamos.

Essa saudação também expressa comunhão espiritual. Ela reconhece que pertencemos ao mesmo Corpo de Cristo e que caminhamos debaixo do mesmo cuidado divino. É como dizer: “Que Deus esteja contigo, guardando teu coração e teus pensamentos”.

Quando dita com entendimento, “a paz do Senhor” se torna uma bênção liberada, uma palavra de encorajamento e uma lembrança de que não estamos sozinhos. Ela nos chama a confiar, a descansar e a viver firmados na presença de Deus.

Portanto, ao dizer “a paz do Senhor”, façamos isso com consciência e fé, entendendo que essa simples saudação carrega poder espiritual, amor fraternal e a esperança que vem do Senhor.

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Todos na vinha, todos pela graça


Vladimir Chaves

Na parábola dos trabalhadores na vinha (Mateus 20:1-16), Jesus nos convida a olhar para o Reino de Deus com novos olhos. Um dono sai cedo para chamar trabalhadores, mas não para por aí. Ele volta outras vezes ao longo do dia e continua chamando. Até no fim da tarde, quando quase não há mais tempo de trabalho, ele ainda encontra pessoas paradas e as convida para a vinha.

Isso nos ensina que Deus nunca desiste de chamar. Não importa se alguém começou a servi-lo cedo ou se só ouviu sua voz mais tarde na vida. O chamado é o mesmo, e a porta continua aberta.

No final do dia, todos recebem o mesmo pagamento. Para alguns, isso parece injusto. Para Deus, é graça. O dono não tirou nada de quem trabalhou mais; ele apenas decidiu ser bondoso com quem chegou depois. A insatisfação não nasceu da injustiça, mas da comparação. Quando olhamos para o que o outro recebeu, esquecemos de agradecer pelo que já temos.

Essa parábola confronta o coração humano. Muitas vezes achamos que o tempo de serviço, o esforço ou a posição nos tornam mais merecedores. Mas no Reino de Deus, ninguém entra por merecimento. Todos entram pela graça. O “denário” não é salário por esforço; é presente de amor.

Jesus nos lembra que servir a Deus não é uma competição. Não há primeiros e últimos quando o assunto é salvação. O que há é um Pai generoso, que cumpre suas promessas e se alegra em acolher todos os que respondem ao seu chamado.

Ao final, a pergunta que fica não é “quanto o outro recebeu?”, mas: sou grato por estar na vinha? Quem entende a graça aprende a se alegrar, não a reclamar. Aprende a servir por amor, não por recompensa.

No Reino de Deus, os últimos podem ser primeiros, e os primeiros precisam aprender a ser humildes. Porque tudo começa, continua e termina na bondade de Deus.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

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Jesus: A porta da salvação, da liberdade e do cuidado


Vladimir Chaves

“Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, entrará e sairá, e achará pastagens.” João 10:9

Jesus não usou essa frase por acaso. Quando Ele disse: “Eu sou a porta”, falava a um povo que conhecia bem a vida no campo. À noite, as ovelhas eram recolhidas ao curral para ficarem protegidas. Havia apenas uma entrada, e o próprio pastor muitas vezes se colocava ali, servindo de porta viva. Nenhuma ovelha entrava ou saía sem passar por ele. Assim, Jesus revela que Ele mesmo é o acesso seguro, o ponto de proteção e o caminho legítimo para a vida com Deus.

Ao afirmar “se alguém entrar por mim, será salvo”, Jesus deixa claro que a salvação não está em esforços humanos, tradições religiosas ou méritos pessoais. Está nEle. Entrar por Cristo é confiar, é entregar a vida, é reconhecer que fora dEle há perigo, mas nEle há segurança. A salvação prometida aqui não é apenas para o futuro, mas começa agora, no coração de quem crê.

Quando Jesus diz que a pessoa “entrará e sairá”, Ele fala de liberdade e paz. Não é uma fé que aprisiona, oprime ou causa medo. É uma vida guardada por Deus, onde se pode caminhar com confiança, sabendo que há proteção tanto nos momentos de descanso quanto nos desafios do dia a dia. Quem está em Cristo vive sob cuidado constante, sem precisar temer o que está fora ou dentro do caminho.

E ao concluir com “e achará pastagem”, Jesus aponta para a provisão espiritual. Pastagem é alimento, sustento e vida. É a alma sendo nutrida pela Palavra, pelo consolo, pela direção e pela presença de Deus. Em Cristo não falta o essencial. Mesmo em tempos difíceis, há alimento para continuar, força para prosseguir e esperança para não desistir.

Esse versículo nos lembra que Jesus não é apenas a porta de entrada da fé, mas o guardião da caminhada. Quem passa por Ele encontra salvação, vive em segurança, caminha em liberdade e é sustentado todos os dias. Entrar por essa porta é escolher uma vida cuidada pelo Bom Pastor, onde a alma encontra descanso e sentido verdadeiro.

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“Cegos guiando cegos” — uma reflexão para os nossos dias


Vladimir Chaves

“Deixai-os; são cegos, guias de cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão no barranco.” (Mateus 15:14)

Muitos se apresentam como guias espirituais, mestres da verdade e defensores da fé. No entanto, a advertência de Jesus em Mateus 15:14 continua extremamente atual: “Se um cego guiar outro cego, ambos cairão no barranco.”

Nos dias de Jesus, os fariseus conheciam a Lei, citavam as Escrituras e mantinham uma aparência religiosa impecável. Mesmo assim, eram espiritualmente cegos, porque colocavam tradições humanas acima da vontade de Deus. Hoje, a situação não é muito diferente. Há quem fale de Deus, mas não viva a Palavra; quem ensine, mas não pratique; quem tenha discurso bonito, mas coração distante do Senhor.

O grande perigo está em seguir líderes, ideias ou movimentos sem discernimento espiritual. Quando a fé se baseia apenas em carisma, popularidade ou conveniência, corre-se o risco de caminhar sem direção. E o resultado disso é o mesmo descrito por Jesus: queda, frustração espiritual e afastamento da verdade.

Essa palavra também nos chama à responsabilidade pessoal. Não basta apontar a cegueira dos outros; é preciso examinar a própria visão espiritual. Estamos buscando a Deus de verdade ou apenas seguindo o fluxo? Estamos firmados na Palavra ou apenas repetindo o que ouvimos? A fé madura exige compromisso com a verdade, mesmo quando ela confronta nossas vontades.

Nos dias atuais, Mateus 15:14 nos lembra que somente Cristo é o Guia seguro. Ele não conduz ao engano nem ao abismo, mas ao caminho da vida. Quem anda com Ele aprende a discernir, a rejeitar o erro e a permanecer firme, mesmo em meio à confusão espiritual do nosso tempo.

Reflexão: Antes de seguir qualquer voz, certifique-se de que ela está alinhada com a Palavra de Deus. Peça a Deus olhos espirituais abertos, para não ser guiado pela aparência, mas pela verdade que liberta.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

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A Trindade revelada no batismo de Jesus


Vladimir Chaves

O batismo de Jesus é um dos momentos mais claros da revelação divina sobre a natureza trinitária de Deus. Nesse episódio singular, as três Pessoas da Trindade se manifestam de forma simultânea e harmoniosa: o Filho é batizado, o Espírito Santo desce como pomba e o Pai fala dos céus. Esse acontecimento não é apenas simbólico, mas estabelece uma base sólida para a doutrina da Trindade e para a compreensão da fé cristã.

O Filho nas águas: obediência e identificação

Ao descer às águas do Jordão para ser batizado por João Batista, Jesus demonstrou perfeita obediência ao plano do Pai. Embora não tivesse pecado algum, Ele se submeteu ao batismo para “cumprir toda a justiça”. Esse gesto revela sua identificação com a humanidade pecadora que veio salvar. O batismo marca, assim, o início visível de sua missão messiânica, que culminaria na cruz, mostrando que o caminho da redenção começa com humildade, obediência e entrega total à vontade de Deus.

O Espírito que desce: unção e capacitação

Logo após o batismo, o Espírito Santo desce sobre Jesus em forma corpórea, como uma pomba. Essa manifestação visível aponta para Jesus como o Messias prometido, o Ungido de Deus. Não se trata de um momento em que Jesus passa a ser o Filho de Deus, pois Ele já o era desde a eternidade. A descida do Espírito representa, antes, a unção pública e o início de seu ministério terreno, capacitando-o para cumprir a missão redentora conforme anunciado pelos profetas.

A voz do Pai: identidade e aprovação

Do céu, a voz do Pai ecoa com clareza: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”. Essa declaração solene confirma publicamente quem Jesus é: o Filho eterno de Deus, aquele que agrada plenamente ao Pai. A voz celestial não cria a filiação de Cristo, mas a revela à humanidade, autenticando tanto sua divindade quanto sua missão redentora.

Uma verdade viva para a fé cristã

No batismo de Jesus, a Trindade se revela em perfeita unidade e distinção: o Pai que envia e aprova, o Filho que obedece e se entrega, e o Espírito que unge e capacita. Esse episódio não apenas esclarece uma doutrina fundamental, mas também ensina que a obra da salvação é resultado da ação conjunta do Deus triúno. Para a fé cristã, a Trindade não é um conceito abstrato, mas uma verdade viva que sustenta a redenção, orienta a adoração e fundamenta a comunhão com Deus.

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O limite do poder humano e a grandeza de Deus


Vladimir Chaves

“O Senhor está comigo; não temerei. O que me poderá fazer o homem?” Salmos 118:6

O Salmo 118 foi escrito em um contexto de pressão, oposição e ameaça. O salmista não fala a partir de um lugar confortável, mas de uma realidade em que inimigos o cercavam e forças humanas tentavam intimidá-lo. Ainda assim, sua declaração não começa com o problema, mas com Deus.

Quando ele afirma: “O Senhor está comigo”, está reconhecendo que a maior segurança da vida não está na força, no poder ou na aprovação dos homens, mas na presença constante do Senhor. Essa consciência muda tudo. Quem sabe que Deus está ao seu lado não se sente sozinho, mesmo quando é cercado por adversidades.

Em seguida, o salmista diz: “não temerei”. Isso revela que o medo existe, mas não governa. O temor bate à porta, porém não encontra espaço para dominar o coração. A fé não elimina os conflitos, mas impede que eles paralisem a alma. O medo perde autoridade quando a confiança em Deus assume o controle.

A pergunta final: “O que me poderá fazer o homem?”, não é arrogância nem desprezo pela realidade. É a compreensão de que o poder humano é limitado. O homem pode ameaçar, perseguir ou ferir, mas não pode anular os planos de Deus nem roubar a paz que vem do alto. Quando Deus sustenta alguém, nenhuma ação humana é definitiva.

Esse versículo nos ensina que o verdadeiro descanso não vem da ausência de problemas, mas da certeza de que o Senhor governa todas as coisas. Ele convida o coração aflito a olhar menos para a força do homem e mais para a fidelidade de Deus.

Assim, Salmos 118:6 nos chama a viver uma fé prática e diária: confiar em Deus em meio às lutas, escolher não viver dominado pelo medo e lembrar que, quando o Senhor está conosco, nenhuma ameaça é maior que sua presença.

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A coragem de confessar Jesus


Vladimir Chaves

“Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus.” (Mateus 10:32)

Jesus pronunciou essas palavras em um momento decisivo. Ele estava enviando seus discípulos para anunciar o Reino de Deus, sabendo que eles enfrentariam rejeição, perseguição e incompreensão. Não era um convite a uma fé confortável, mas a um discipulado consciente, marcado por escolhas claras e, muitas vezes, difíceis.

Confessar Jesus diante dos homens vai além de repetir frases religiosas. Trata-se de assumir, com coragem, quem Ele é em nossa vida. É permitir que a fé apareça nas atitudes, nas decisões e na forma como tratamos as pessoas. Em um mundo onde seguir a Cristo pode gerar críticas ou isolamento, Jesus chama seus seguidores a não se esconderem.

Ao mesmo tempo, esse versículo traz uma promessa cheia de esperança. Jesus afirma que aquele que o reconhece aqui na Terra será reconhecido por Ele diante do Pai nos céus. Isso revela que nossa fidelidade diária, mesmo quando simples ou silenciosa aos olhos humanos, tem um valor eterno diante de Deus.

O ensino de Jesus nos lembra que a fé cristã não é apenas interior ou privada. Ela se manifesta na vida prática, no compromisso com a verdade, no amor ao próximo e na disposição de permanecer fiel, mesmo quando isso exige renúncia.

Mateus 10:32 nos convida a refletir sobre nossa postura como discípulos. Estamos confessando Cristo apenas com palavras ou também com a vida? A promessa de Jesus nos encoraja a viver uma fé sincera, confiante de que Ele mesmo será nosso defensor e testemunha diante do Pai.

Confessar Jesus hoje é um ato de fé, coragem e esperança, uma escolha que ecoa na eternidade.

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

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