Palavras que nascem de um coração em paz


Vladimir Chaves

“Descanse no Senhor e aguarde por Ele com paciência.” Salmo 37:7

Aquietar o coração é um exercício de fé e maturidade espiritual. Em um mundo apressado, onde as emoções muitas vezes falam mais alto que a razão, somos constantemente tentados a responder no impulso, a falar antes de ouvir e a agir antes de refletir. A Palavra nos ensina que o descanso interior é um caminho seguro para decisões mais sábias.

Quando o coração se aquieta, a ansiedade perde força, a ira é controlada e a confusão dá lugar ao discernimento. É nesse ambiente de silêncio e entrega que aprendemos a ouvir melhor; não apenas as pessoas ao nosso redor, mas principalmente a direção de Deus. Muitas palavras ditas sem reflexão podem ferir; já aquelas que nascem de um coração em paz costumam edificar.

Esperar no Senhor não é passividade, mas confiança. É reconhecer que Ele trabalha mesmo quando não vemos resultados imediatos. Ao escolher aquietar o coração, permitimos que Deus conduza nossos pensamentos, nossas palavras e nossas atitudes, livrando-nos de decisões precipitadas.

A quietude diante de Deus transforma a forma como falamos e vivemos. Ela nos ensina a responder com sabedoria, a agir com prudência e a confiar que, no tempo certo, o Senhor se manifesta. Quem aprende a descansar em Deus descobre que o silêncio do coração também é um lugar de direção e crescimento espiritual.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

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Guardar a mente para preservar a paz


Vladimir Chaves

Filipenses 4:8 nos lembra de uma verdade simples, mas profunda: a forma como pensamos influencia diretamente a forma como vivemos. Paulo escreve essas palavras não de um lugar confortável, mas da prisão. Mesmo assim, ele fala de paz, equilíbrio e alegria. Isso nos ensina que a paz não depende das circunstâncias externas, mas do que permitimos ocupar a nossa mente.

Todos os dias somos expostos a pensamentos que geram medo, ansiedade, ira e desânimo. Quando alimentamos essas ideias, o coração se enfraquece e a fé se torna pesada. Por isso, Paulo nos convida a fazer uma escolha consciente: direcionar o pensamento para aquilo que é verdadeiro, justo, puro e digno de louvor.

Pensar no que é verdadeiro é rejeitar a mentira que diz que não há saída. Pensar no que é justo é lembrar que Deus continua sendo fiel, mesmo quando não entendemos tudo. Pensar no que é puro e amável é permitir que o amor de Deus cure feridas internas e transforme nossas atitudes. Pensar no que é de boa fama é preservar um coração limpo, que glorifica a Deus em vez de se contaminar com o mal.

Esse texto não nos chama a ignorar os problemas, mas a enfrentá-los com a mente alinhada com o céu. Quando escolhemos pensar segundo os valores do Reino, nossa visão muda, nossas reações mudam e nossa esperança é renovada. A paz de Deus encontra espaço para permanecer em nós.

Cuidar da mente é um ato espiritual. É uma forma de adoração silenciosa, praticada todos os dias. Quando guardamos os pensamentos, guardamos também o coração. E quando o coração está firmado em Deus, a vida se torna mais leve, mesmo em meio às lutas.

Que Filipenses 4:8 seja não apenas um versículo conhecido, mas um caminho diário para viver com fé, equilíbrio e paz.

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A obra que sustenta todas as outras


Vladimir Chaves

À luz da frase de C. H. Spurgeon — “A oração não nos prepara para as grandes obras. Ela é a maior obra de todas as obras”; somos convidados a rever a maneira como enxergamos a oração.

Muitas vezes pensamos na oração apenas como um meio, um preparo, uma etapa antes de agir. Oramos para depois trabalhar, oramos para depois decidir, oramos para depois enfrentar os desafios. No entanto, Spurgeon nos conduz a uma compreensão mais profunda: a oração não é um degrau rumo à obra de Deus; ela é a própria obra.

Quando oramos, não estamos apenas pedindo ajuda ou buscando força. Estamos entrando em comunhão com o Criador, reconhecendo nossa dependência e permitindo que a vontade de Deus molde o nosso coração. Na oração, algo maior do que ações visíveis acontece: o orgulho é quebrado, a fé é fortalecida e o espírito é alinhado com os propósitos eternos.

As grandes obras que admiramos (ministérios frutíferos, vidas transformadas, decisões sábias) quase sempre nascem em lugares silenciosos, onde ninguém vê, mas Deus ouve. Antes de qualquer conquista exterior, há um trabalho interior realizado pela oração. É ali que Deus age primeiro em nós, para depois agir por meio de nós.

Orar é trabalhar no invisível, onde as batalhas mais importantes são vencidas. É reconhecer que, sem Deus, nossos esforços são limitados, mas com Ele, até o que parece pequeno se torna poderoso. A oração nos ensina a esperar, confiar e obedecer, mesmo quando não vemos resultados imediatos.

Portanto, quando dobramos os joelhos, não estamos perdendo tempo nem adiando a missão. Estamos participando da maior obra que um ser humano pode realizar: depender totalmente de Deus. E é dessa obra silenciosa, humilde e constante que nascem todas as outras que glorificam o seu nome.

domingo, 11 de janeiro de 2026

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O dever de todo homem segundo a Bíblia


Vladimir Chaves

“De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Temer a Deus e guardar seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem” Eclesiastes 12:13

Eclesiastes 12:13 nos conduz a uma conclusão simples, porém profundamente significativa. Ele nos ajuda a compreender que o esforço humano, o trabalho incansável e a busca por prazer, riqueza e reconhecimento, quando vividos à parte de Deus, acabam perdendo o sentido. Nada é capaz de preencher completamente o coração do homem quando Deus é deixado de lado.

Diante desse cenário, surge a orientação final: temer a Deus e guardar os seus mandamentos. Esse temor não se refere ao medo, mas ao respeito, à reverência e à consciência de que Deus é o centro de todas as coisas. É viver entendendo que não somos donos da vida, mas administradores daquilo que Ele nos confiou. Quando reconhecemos essa verdade, nossa caminhada se torna mais leve e mais segura.

Guardar os mandamentos, por sua vez, significa viver uma fé prática. Não se trata apenas de ouvir ou concordar com a Palavra, mas de permitir que ela direcione nossas escolhas, atitudes e prioridades. A obediência não é um peso, mas uma proteção. Deus não estabelece seus mandamentos para limitar o ser humano, e sim para guiá-lo pelo caminho da vida verdadeira.

Ao afirmar que esse é o dever de todo homem, a Bíblia nos lembra que o propósito da vida não está naquilo que acumulamos, mas em Aquele a quem obedecemos. O verdadeiro sentido da existência não se encontra nas coisas passageiras, mas em uma vida alinhada com o Criador. Tudo passa; Deus permanece.

Assim, Eclesiastes 12:13 nos convida a reavaliar nossas prioridades. Ele nos chama a viver com propósito, consciência e fé. Quando Deus ocupa o lugar central, a vida deixa de ser vaidade e passa a ter significado eterno.

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Quando o perigo é oculto, Deus é presente


Vladimir Chaves

“Pois Ele te livrará do laço do passarinheiro e da peste perniciosa.” Salmos 91:3

Caminhamos pela vida sem perceber quantos perigos existem ao nosso redor. Alguns são visíveis, fáceis de identificar. Outros, porém, são silenciosos, escondidos, preparados no anonimato, como armadilhas bem disfarçadas. O salmista chama esses perigos de “laço do passarinheiro”; algo montado para prender, ferir ou destruir sem aviso.

Deus, em sua fidelidade, nos lembra que nada escapa aos seus olhos. Enquanto não vemos o laço, Ele já o conhece. Enquanto não percebemos a armadilha, Ele já prepara o livramento. Isso nos traz descanso, pois a nossa segurança não depende da nossa atenção, mas do cuidado constante do Senhor.

O texto também fala da “peste perniciosa”, um mal que se espalha, enfraquece e destrói. Nem sempre ela aparece de forma imediata. Às vezes começa pequena, quase imperceptível, mas carrega um poder devastador. Ainda assim, a promessa permanece: Deus livra. Ele guarda o corpo, a mente e o espírito daqueles que confiam n’Ele.

Salmos 91 não promete ausência de perigos, mas garante a presença de Deus em meio a eles. A proteção divina não significa que não haverá ameaças, e sim que nenhuma delas terá a palavra final sobre a nossa vida. O Senhor age no invisível, onde não alcançamos, e nos cobre quando somos frágeis demais para nos defender.

Confiar nessa promessa é aprender a descansar. É seguir adiante com fé, sabendo que Deus cuida até daquilo que não conseguimos ver. Quando escolhemos habitar sob a proteção do Altíssimo, encontramos paz mesmo em tempos incertos, porque sabemos que aquele que livra é fiel para guardar.

sábado, 10 de janeiro de 2026

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O lamento de Jesus sobre Jerusalém


Vladimir Chaves

“Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e não quiseste! Eis que a vossa casa ficará deserta. Declaro-vos, pois, que, desde agora, já não vereis, até que venhais a dizer: Bendito o que vem em nome do Senhor! ” Mateus 23:37–39

Jesus estava em Jerusalém. A cidade santa, o centro da fé, o lugar do templo e das promessas. Ali haviam sido proclamadas as Escrituras, ensinada a Lei e enviados os profetas. Mesmo assim, foi ali que muitos rejeitaram a voz de Deus. Diante dessa realidade, Jesus não grita, não acusa com dureza; Ele lamenta.

“Jerusalém, Jerusalém… quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e não quiseste.”

Essas palavras revelam um coração ferido pelo amor recusado. O problema não era a ausência de Deus, mas a resistência do povo em se deixar alcançar por Ele.

A imagem usada por Jesus é simples e profunda. A galinha abre as asas para proteger os pintinhos do perigo, do frio e dos predadores. Assim é o cuidado de Deus: próximo, constante e cheio de compaixão. O abrigo estava disponível, mas muitos escolheram ficar fora dele.

Jerusalém simboliza um povo religioso, conhecedor da Lei, mas endurecido espiritualmente. Conheciam as Escrituras, mas não reconheceram o cumprimento delas em Cristo. Isso nos ensina que informação espiritual não substitui um coração quebrantado.

O lamento de Jesus também traz um alerta. Quando a graça é rejeitada repetidas vezes, chega o momento em que Deus permite que o homem colha as consequências de suas escolhas. “Vossa casa ficará deserta” não é uma ameaça vazia, mas o resultado de uma separação voluntária entre o homem e Deus.

Mesmo assim, o texto não termina sem esperança. Jesus aponta para um futuro em que ainda haverá reconhecimento e restauração. O lamento não fecha portas; ele revela que o amor de Deus permanece, mesmo diante da rejeição.

Hoje, esse lamento ecoa para todos nós. Cristo continua abrindo os braços, oferecendo refúgio, perdão e salvação. A pergunta que permanece não é se Deus quer nos acolher, mas se estamos dispostos a ir para debaixo de suas asas.

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Deus chama a todos, mas poucos levam a sério


Vladimir Chaves

“Muitos são chamados, mas poucos escolhidos” (Mt 22:14)

O convite de Deus continua ecoando, Ele chama por meio da Palavra, das oportunidades, dos alertas da vida e até das tribulações. Muitos ouvem esse chamado, muitos dizem crer em Deus, muitos frequentam a igreja. Mas Jesus deixa um alerta claro: nem todos que são chamados vivem de acordo com esse chamado.

Na parábola das bodas (Mateus 22) o texto diz que; o rei preparou um banquete. A festa estava pronta. Nada faltava. O problema não foi o convite, foi a resposta. Alguns ignoraram, outros rejeitaram, e um até entrou na festa, mas sem a veste adequada. Isso nos ensina que não basta estar presente, é preciso estar preparado.

Nos dias atuais, isso fala muito conosco. É possível estar no ambiente cristão, conhecer a linguagem da fé, participar de atividades religiosas e, ainda assim, não permitir que Deus transforme o coração. A veste nupcial representa uma vida ajustada à vontade de Deus: uma fé verdadeira, acompanhada de arrependimento, mudança e compromisso.

Deus continua chamando muitos: na família, no trabalho, nas igrejas, nas redes sociais. O chamado é gracioso e aberto. Porém, os escolhidos são aqueles que levam esse convite a sério. São os que entendem que seguir a Cristo não é apenas aceitar um convite, mas viver uma nova vida.

Esse texto nos leva a uma pergunta simples, mas profunda:

Eu apenas ouvi o chamado ou estou vivendo de forma digna dele?

Ser escolhido não significa ser perfeito, mas ser sincero diante de Deus. É reconhecer nossas falhas, buscar transformação diária e permitir que Cristo nos “vista” com sua justiça. É viver a fé não só aos domingos, mas todos os dias.

Que, em tempos de superficialidade espiritual, sejamos pessoas que não apenas respondem ao convite, mas permanecem fiéis até o fim. Porque muitos ouvem, muitos sabem, muitos falam… mas poucos decidem viver.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

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Quando dizemos “a paz do Senhor”, o que realmente estamos declarando?


Vladimir Chaves


Muitos irmãos se cumprimentam todos os dias dizendo “a paz do Senhor”. Essa saudação é comum nas igrejas, especialmente entre os cristãos, mas nem todos compreendem o profundo significado espiritual que existe nessas poucas palavras.

Dizer “a paz do Senhor” não é apenas um costume ou uma forma educada de cumprimentar alguém. Essa expressão carrega uma declaração de fé. Quando saudamos um irmão dessa forma, estamos desejando que a paz que vem de Deus esteja sobre a vida dele. Não é qualquer paz, mas a paz que procede do próprio Senhor.

A paz do Senhor não significa ausência de problemas. Ela significa segurança em Deus, mesmo em meio às lutas. É a paz que acalma o coração aflito, fortalece a fé e traz descanso para a alma cansada. Ao declarar “a paz do Senhor”, estamos afirmando que Deus governa, cuida e sustenta aquele a quem saudamos.

Essa saudação também expressa comunhão espiritual. Ela reconhece que pertencemos ao mesmo Corpo de Cristo e que caminhamos debaixo do mesmo cuidado divino. É como dizer: “Que Deus esteja contigo, guardando teu coração e teus pensamentos”.

Quando dita com entendimento, “a paz do Senhor” se torna uma bênção liberada, uma palavra de encorajamento e uma lembrança de que não estamos sozinhos. Ela nos chama a confiar, a descansar e a viver firmados na presença de Deus.

Portanto, ao dizer “a paz do Senhor”, façamos isso com consciência e fé, entendendo que essa simples saudação carrega poder espiritual, amor fraternal e a esperança que vem do Senhor.

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Todos na vinha, todos pela graça


Vladimir Chaves

Na parábola dos trabalhadores na vinha (Mateus 20:1-16), Jesus nos convida a olhar para o Reino de Deus com novos olhos. Um dono sai cedo para chamar trabalhadores, mas não para por aí. Ele volta outras vezes ao longo do dia e continua chamando. Até no fim da tarde, quando quase não há mais tempo de trabalho, ele ainda encontra pessoas paradas e as convida para a vinha.

Isso nos ensina que Deus nunca desiste de chamar. Não importa se alguém começou a servi-lo cedo ou se só ouviu sua voz mais tarde na vida. O chamado é o mesmo, e a porta continua aberta.

No final do dia, todos recebem o mesmo pagamento. Para alguns, isso parece injusto. Para Deus, é graça. O dono não tirou nada de quem trabalhou mais; ele apenas decidiu ser bondoso com quem chegou depois. A insatisfação não nasceu da injustiça, mas da comparação. Quando olhamos para o que o outro recebeu, esquecemos de agradecer pelo que já temos.

Essa parábola confronta o coração humano. Muitas vezes achamos que o tempo de serviço, o esforço ou a posição nos tornam mais merecedores. Mas no Reino de Deus, ninguém entra por merecimento. Todos entram pela graça. O “denário” não é salário por esforço; é presente de amor.

Jesus nos lembra que servir a Deus não é uma competição. Não há primeiros e últimos quando o assunto é salvação. O que há é um Pai generoso, que cumpre suas promessas e se alegra em acolher todos os que respondem ao seu chamado.

Ao final, a pergunta que fica não é “quanto o outro recebeu?”, mas: sou grato por estar na vinha? Quem entende a graça aprende a se alegrar, não a reclamar. Aprende a servir por amor, não por recompensa.

No Reino de Deus, os últimos podem ser primeiros, e os primeiros precisam aprender a ser humildes. Porque tudo começa, continua e termina na bondade de Deus.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

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Jesus: A porta da salvação, da liberdade e do cuidado


Vladimir Chaves

“Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, entrará e sairá, e achará pastagens.” João 10:9

Jesus não usou essa frase por acaso. Quando Ele disse: “Eu sou a porta”, falava a um povo que conhecia bem a vida no campo. À noite, as ovelhas eram recolhidas ao curral para ficarem protegidas. Havia apenas uma entrada, e o próprio pastor muitas vezes se colocava ali, servindo de porta viva. Nenhuma ovelha entrava ou saía sem passar por ele. Assim, Jesus revela que Ele mesmo é o acesso seguro, o ponto de proteção e o caminho legítimo para a vida com Deus.

Ao afirmar “se alguém entrar por mim, será salvo”, Jesus deixa claro que a salvação não está em esforços humanos, tradições religiosas ou méritos pessoais. Está nEle. Entrar por Cristo é confiar, é entregar a vida, é reconhecer que fora dEle há perigo, mas nEle há segurança. A salvação prometida aqui não é apenas para o futuro, mas começa agora, no coração de quem crê.

Quando Jesus diz que a pessoa “entrará e sairá”, Ele fala de liberdade e paz. Não é uma fé que aprisiona, oprime ou causa medo. É uma vida guardada por Deus, onde se pode caminhar com confiança, sabendo que há proteção tanto nos momentos de descanso quanto nos desafios do dia a dia. Quem está em Cristo vive sob cuidado constante, sem precisar temer o que está fora ou dentro do caminho.

E ao concluir com “e achará pastagem”, Jesus aponta para a provisão espiritual. Pastagem é alimento, sustento e vida. É a alma sendo nutrida pela Palavra, pelo consolo, pela direção e pela presença de Deus. Em Cristo não falta o essencial. Mesmo em tempos difíceis, há alimento para continuar, força para prosseguir e esperança para não desistir.

Esse versículo nos lembra que Jesus não é apenas a porta de entrada da fé, mas o guardião da caminhada. Quem passa por Ele encontra salvação, vive em segurança, caminha em liberdade e é sustentado todos os dias. Entrar por essa porta é escolher uma vida cuidada pelo Bom Pastor, onde a alma encontra descanso e sentido verdadeiro.

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