O prólogo de João Batista e o “Hino do Logos”


Vladimir Chaves


Os dezoito primeiros versículos do Evangelho de João (João 1:1–18) são conhecidos como Prólogo de João e também recebem o nome de “Hino do Logos”. Esse trecho funciona como uma introdução profunda e poética de todo o evangelho, apresentando quem é Jesus Cristo e qual é a sua missão.

A palavra “Logos” vem do grego e pode ser traduzida como Palavra, Verbo ou Razão. No mundo antigo, especialmente entre os gregos, “logos” era usada para falar da razão que organiza o universo. João usa esse termo para ensinar que Jesus é a Palavra viva de Deus, aquele por meio de quem tudo foi criado.

Logo no início, João afirma: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”. Com isso, ele mostra que Jesus não foi criado, mas existe desde a eternidade, em plena comunhão com Deus Pai e compartilhando da mesma natureza divina.

O texto também ensina que todas as coisas foram feitas por meio do Logos. Ou seja, Jesus é apresentado como o Criador, aquele que dá origem à vida e sustenta toda a criação. Nele está a vida, e essa vida é a luz que ilumina a humanidade, vencendo as trevas do pecado e da ignorância espiritual.

Um dos pontos mais marcantes do Hino do Logos é a afirmação: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós”. Aqui, João declara que Deus se tornou humano em Jesus Cristo. Ele veio morar entre as pessoas, revelou a glória divina e mostrou, de forma visível, o amor, a graça e a verdade de Deus.

O prólogo também explica que nem todos aceitaram Jesus, mas aqueles que o receberam foram feitos filhos de Deus, não por esforço humano, mas pela ação do próprio Deus. Isso mostra que a salvação é um presente da graça divina.

Por fim, o Hino do Logos afirma que Jesus revela plenamente o Pai. Enquanto a Lei foi dada por meio de Moisés, a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo. Quem conhece o Filho passa a conhecer o próprio Deus.

Assim, o Prólogo de João é chamado de “Hino do Logos” porque apresenta, de maneira bela e profunda, a identidade de Jesus como o Deus eterno que se fez homem, trazendo luz, vida e salvação à humanidade. Se todo o Evangelho de João fosse um caminho, esses dezoito versículos seriam a porta de entrada para compreender a grandiosidade de Cristo.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

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O que são os atributos de Deus?


Vladimir Chaves

Os atributos de Deus revelam quem Ele é em Sua essência e em Sua maneira de agir. Ao observarmos a Bíblia, percebemos que Deus é santo, amoroso, justo, fiel e eterno. Esses atributos não mudam com o tempo nem dependem das circunstâncias humanas; eles revelam um Deus perfeito, digno de confiança e de adoração. Conhecer os atributos de Deus fortalece a fé, traz segurança ao coração e nos ajuda a compreender que tudo o que Ele faz está fundamentado em amor e verdade.

“Deus é amor; e quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele.” (1 João 4:16)

A Bíblia nos apresenta esses atributos de forma direta e indireta. Eles são divididos em dois grupos: Atributos Incomunicáveis e Atributos Comunicáveis.

Confira:

Atributos Incomunicáveis - (Somente Deus os possui em plenitude)

Asseidade: Deus existe por Si mesmo; não depende de nada. (Êxodo 3:14)

Eternidade: Deus não tem começo nem fim. (Salmos 90:2)

Imutabilidade: Deus não muda em Seu ser, caráter ou promessas. (Malaquias 3:6)

Onipresença: Deus está presente em todos os lugares. (Salmos 139:7–10)

Onisciência: Deus sabe todas as coisas, passadas, presentes e futuras. (Salmos 147:5)

Onipotência: Deus é todo-poderoso. (Jeremias 32:17)

Soberania: Deus governa todas as coisas conforme Sua vontade. (Daniel 4:35)

 

Atributos Comunicáveis - (Deus os compartilha, em parte, com o ser humano)

Amor: Deus é amor em Sua essência. (1 João 4:8)

Santidade: Deus é totalmente puro e separado do pecado. (Isaías 6:3)

Justiça: Deus age sempre com retidão. (Salmos 89:14)

Misericórdia: Deus demonstra compaixão ao pecador. (Lamentações 3:22–23)

Graça: Deus concede favor imerecido. (Efésios 2:8–9)

Fidelidade: Deus cumpre tudo o que promete. (Deuteronômio 7:9)

Verdade: Deus não mente e é a própria verdade. (João 14:6)

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A asseidade de Deus


Vladimir Chaves

Entre os atributos divinos revelados nas Escrituras, a asseidade de Deus ocupa um lugar central. Esse atributo afirma que Deus existe por Si mesmo, não dependendo de nada externo para existir, viver ou agir. Compreender a asseidade é fundamental para uma visão correta de Deus, da criação e da nossa própria dependência espiritual.

A asseidade de Deus revela Sua grandeza, independência e suficiência absoluta. Ao mesmo tempo, esse Deus que não precisa de nada escolheu, por amor, sustentar, salvar e se relacionar com o homem. Essa verdade conduz a uma fé mais reverente, madura e confiante.

Definição de asseidade

A palavra asseidade deriva do latim a se, que significa “de si mesmo”. No contexto bíblico-teológico, a asseidade declara que: Deus não foi criado; Deus não tem origem; Deus não depende da criação; Deus é autossuficiente e eterno.

Enquanto tudo o que existe foi criado e depende de Deus, Deus existe por Si mesmo.

Base bíblica da asseidade

Deus como o “EU SOU”

“Disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU.” Êxodo 3:14

Esse nome revela a auto existência de Deus. Ele não se define por algo externo, nem por um momento no tempo. Deus simplesmente é.

Deus não necessita da criação

“O Deus que fez o mundo e tudo o que nele há… não é servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse.” Atos 17:24–25

Esse texto ensina que Deus não depende de rituais, ofertas ou serviços humanos para existir ou ser pleno.

Deus é eterno

“Antes que os montes nascessem… de eternidade a eternidade, tu és Deus.” Salmos 90:2

A eternidade de Deus confirma Sua asseidade: Ele não teve começo e não terá fim.

Deus tem vida em Si mesmo

“Assim como o Pai tem vida em Si mesmo…” João 5:26

A vida não foi concedida a Deus; ela procede dEle.

Asseidade e os atributos de Deus

A asseidade está diretamente ligada a outros atributos divinos:

Eternidade: Deus é eterno porque existe por Si mesmo;

Imutabilidade: Deus não muda, pois não depende de fatores externos;

Soberania: Deus governa tudo sem depender de ninguém;

Onipotência: Todo poder procede dEle.

Deus e a criação: Um contraste bíblico

“Tudo foi criado por meio dele e para ele.” Colossenses 1:16–17

A criação depende de Deus para existir e subsistir, enquanto Deus permanece independente da criação.


domingo, 1 de fevereiro de 2026

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Quando a fé muda a forma de enfrentar a vida


Vladimir Chaves

“Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e o mais ele fará.” (Salmos 37:5)

Uma das partes mais significativas de caminhar com Deus é a paz que se desenvolve ao longo desse relacionamento. Não se trata de um sentimento passageiro ou de uma visão idealizada da vida, mas de uma convicção prática: Deus está no controle. Os desafios continuam existindo, as dificuldades surgem, e nem sempre o caminho é claro. Ainda assim, é possível seguir adiante sem ser dominado pela ansiedade.

Essa paz não elimina os problemas, mas muda a forma de enfrentá-los. Quando confiamos que Deus guia nossos passos, deixamos de viver reféns do medo e da preocupação excessiva. Passamos a entender que nem tudo depende de nossas forças ou do nosso entendimento. Há decisões que exigem fé, espera e humildade para reconhecer que Deus enxerga além do que podemos ver.

Caminhar com Deus é, portanto, uma escolha diária de confiar, mesmo sem todas as respostas. É seguir em frente com responsabilidade, fé e consciência de que Ele conduz, protege e sustenta cada passo do caminho.

sábado, 31 de janeiro de 2026

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Por Ele e para Ele


Vladimir Chaves

“Digno és, Senhor, de receber a glória, a honra e o poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas” Apocalipse 4:11

A declaração de Apocalipse 4:11 nos lembra que toda a glória, honra e poder pertencem ao Senhor porque tudo existe por causa d’Ele. Nada surgiu ao acaso. A criação não é fruto de uma coincidência, mas resultado da vontade soberana de Deus. O universo, a vida, o tempo e a nossa própria existência começaram porque Ele quis.

Isso muda a forma como olhamos para a vida. Se fomos criados pela vontade de Deus, então não somos obra do acaso, nem vivemos sem propósito. Cada detalhe da criação aponta para um Criador que governa com poder e sabedoria. Reconhecer isso nos leva à humildade: não somos o centro, Deus é.

Adorar, então, deixa de ser apenas um momento ou um ritual. Passa a ser uma resposta natural do coração que entende quem Deus é. Quando reconhecemos Sua soberania, aprendemos a confiar. Quando reconhecemos Seu poder, aprendemos a descansar. E quando reconhecemos Sua glória, aprendemos a viver para agradá-lo.

Assim como no céu, nossa vida aqui na terra também pode se tornar um altar de adoração. Não apenas com palavras, mas com atitudes, escolhas e obediência. Porque Aquele que criou todas as coisas é o mesmo que sustenta nossa vida todos os dias.

Ele é digno. Sempre foi. Sempre será.

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A transfiguração de Jesus Cristo


Vladimir Chaves


A transfiguração de Jesus é um evento central nos Evangelhos (Mateus 17, Marcos 9 e Lucas 9) que revela a natureza divina de Cristo e antecipa sua glória futura. Ocorrida no topo de um monte (tradicionalmente o Monte Tabor), ela serve como um ponto de virada no ministério de Jesus.

Significados teológicos fundamentais desse ato:

1.  Revelação da Divindade

A transfiguração foi uma manifestação concreta de que Jesus não era apenas um grande mestre ou profeta, mas o próprio Filho de Deus. Suas vestes tornaram-se brancas e resplandecentes, revelando um brilho que não era deste mundo e confirmando sua realeza.

A União entre a Lei e os Profetas

A presença de Moisés (representando a Lei) e Elias (representando os Profetas) ao lado de Jesus simboliza que Ele é o cumprimento de todas as promessas do Antigo Testamento. Isso demonstra que Jesus não veio para anular a Lei, mas para levá-la à perfeição.

Preparação para a Paixão

O evento ocorreu pouco antes da jornada de Jesus para Jerusalém, onde seria crucificado. A transfiguração serviu para fortalecer a fé dos discípulos (Pedro, Tiago e João), dando-lhes um vislumbre da vitória final sobre a morte para que não desanimassem durante o sofrimento da Cruz.

Confirmação do Pai

A voz que saiu da nuvem — "Este é o meu Filho amado; a ele ouvi" — é uma autenticação divina direta. Ela instrui os discípulos (e os leitores da Bíblia) a depositarem sua autoridade máxima nos ensinamentos de Jesus.

Antecipação da Ressurreição

O episódio funciona como um "antegozo" ou prévia da glória que Jesus teria após a sua ressurreição e da glória que aguarda todos os fiéis na vida eterna. Conforme o relato detalhado no Evangelho de Lucas 9:30-31, Moisés e Elias não estavam ali apenas para uma aparição visual; eles mantiveram uma conversa específica sobre o "êxodo" (ou partida) de Jesus.

Aqui estão os pontos principais desse diálogo:

O texto bíblico afirma que eles falavam sobre a morte de Jesus que estava prestes a acontecer em Jerusalém. A palavra grega usada é exodos, que significa "saída" ou "partida".

A Analogia do Êxodo: Assim como Moisés liderou o êxodo do povo de Israel da escravidão no Egito para a Terra Prometida, Jesus estava discutindo Sua própria "partida" (morte e ressurreição), que libertaria a humanidade da escravidão do pecado.

O Cumprimento do Plano: A conversa serviu para mostrar que o sacrifício na cruz não era um acidente ou uma derrota, mas algo planejado e confirmado pelas duas maiores figuras da história judaica (a Lei e os Profetas).

O Propósito do Sofrimento: Eles discutiam como a missão de Jesus alcançaria sua conclusão gloriosa através do sofrimento. Isso reforçava para os discípulos presentes que a cruz era o caminho necessário para a glória.

Enquanto Jesus conversava sobre Sua entrega, os discípulos estavam "pesados de sono", mas acordaram a tempo de ver a glória do Messias.


sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

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Ouvir a Deus é uma escolha


Vladimir Chaves

“E será que, se ouvires a voz do Senhor teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que eu hoje te ordeno, o Senhor teu Deus te exaltará sobre todas as nações da terra.” (Dt 28:1)

Na minha compreensão, um dos maiores desafios da fé nos dias atuais não é a falta de informação bíblica, mas a dificuldade de submeter as escolhas diárias à voz de Deus. Muitos conhecem versículos, compartilham mensagens e defendem valores cristãos, mas poucos estão dispostos a parar, ouvir e obedecer quando isso contraria seus próprios desejos. Ouvir a Deus hoje exige mais do que discurso; exige decisão.

A obediência se tornou impopular porque vivemos em uma cultura que valoriza o imediato, o confortável e o conveniente. Esperar quando Deus manda esperar parece atraso. Confiar quando Ele manda avançar parece risco. Ainda assim, acredito que Deuteronômio 28:1 continua atual ao nos lembrar que a bênção não nasce de atalhos, mas do caminho certo. Nem todo caminho rápido é aprovado por Deus, e nem toda demora significa abandono.

Também é preciso dizer que a bênção bíblica não é isenção de lutas. Deus nunca prometeu facilidade, mas prometeu presença. Na prática, obedecer muitas vezes custa caro, exige renúncia e gera incompreensão. Contudo, é justamente nesse lugar de fidelidade que encontramos direção, segurança e paz. Obedecer a Deus não nos aprisiona; nos livra de escolhas que mais tarde trariam dor.

Quando a Bíblia fala em exaltação, não está falando de status ou reconhecimento público. Na minha opinião, ser exaltado por Deus hoje é permanecer em pé quando muitos desistem, manter o coração em paz em meio ao caos e ter discernimento quando o mundo vive confuso. Essa exaltação não aparece em manchetes, mas é profundamente real na vida de quem anda com Deus.

Por isso, creio que ouvir a voz do Senhor e obedecer à sua Palavra continua sendo o maior sinal de vitória espiritual. Em um mundo que corre atrás de resultados rápidos, Deus ainda honra a fidelidade constante. O caminho pode ser mais estreito, mas é nele que encontramos a aprovação de Deus e isso, definitivamente, faz toda a diferença.

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Aprendendo com os erros à luz da Palavra


Vladimir Chaves

 


“Porque o Senhor corrige a quem ama, assim como o pai ao filho a quem quer bem.” (Provérbios 3:12)

A Palavra de Deus também nos ensina a aprendermos com os erros. Errar faz parte da caminhada humana, mas permanecer no erro é uma escolha. Na Bíblia, vemos que Deus não ignora nossas falhas, porém também não nos abandona por causa delas. Pelo contrário, Ele usa até os erros como instrumentos de ensino, correção e amadurecimento espiritual.

Quando reconhecemos nossas falhas diante de Deus, abrimos espaço para o arrependimento e para a transformação. Aprender com o erro é sinal de humildade e sabedoria, pois demonstra um coração disposto a ouvir a voz do Senhor e a mudar de direção. Deus nos chama a refletir, corrigir o caminho e seguir adiante com mais temor, fé e dependência d’Ele.

A disciplina do Senhor não é para nos destruir, mas para nos formar. Cada correção carrega uma lição, e cada lição nos aproxima de uma vida mais alinhada com a vontade de Deus. Assim, o erro não precisa ser o fim da jornada, mas pode se tornar um ponto de crescimento e renovação espiritual.

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Cristofobia avança no Brasil e desafia a liberdade religiosa


Vladimir Chaves

A intolerância contra cristãos, fenômeno conhecido como cristofobia, tem se tornado cada vez mais visível no Brasil. O avanço desse comportamento levanta questionamentos sérios sobre os limites da liberdade religiosa e o uso distorcido desse próprio conceito para justificar perseguições contra pessoas que professam publicamente a fé cristã.

De forma paradoxal, grupos que se apresentam como defensores da tolerância religiosa têm utilizado esse discurso para silenciar pregadores, líderes e fiéis que anunciam o evangelho de Cristo com convicção. A pregação bíblica, quando não se submete a determinadas narrativas ideológicas, passa a ser tratada como discurso ofensivo, abrindo espaço para censura e hostilidade.

Esse ambiente de pressão também se reflete dentro das igrejas. O receio de retaliações sociais, institucionais ou midiáticas tem levado parte das lideranças a suavizar ou evitar temas centrais da fé cristã. A autocensura enfraquece o testemunho cristão e compromete o papel histórico da Igreja como proclamadora da verdade bíblica, que jamais foi chamada a se moldar ao espírito do tempo.

No ambiente escolar, a situação assume contornos ainda mais preocupantes. Professores que professam sua fé cristã têm sido alvo de ameaças, processos administrativos e punições disciplinares. O avanço ocorre de forma gradual e contínua: primeiro, a retirada da Bíblia do espaço escolar; depois, a proibição da oração; em seguida, a ridicularização da fé cristã; e, agora, a institucionalização de punições contra educadores que se recusam a ocultar suas convicções.

Tais práticas colocam em risco princípios constitucionais básicos. A Constituição Federal garante o livre exercício da religião e a liberdade de crença, direitos que não podem ser relativizados por interpretações ideológicas da laicidade do Estado. Um Estado laico não é um Estado antirreligioso, mas aquele que assegura espaço para todas as manifestações de fé.

Diante desse cenário, cresce a responsabilidade da Igreja e de suas lideranças. O silêncio diante da perseguição contribui para a normalização da intolerância. Oferecer apoio espiritual, moral e institucional aos professores cristãos perseguidos é mais do que um gesto solidário; é um dever diante da justiça e da liberdade.

Do ponto de vista bíblico, a oposição à fé cristã não é novidade. O apóstolo Paulo advertiu:

“E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições.” (2 Timóteo 3:12)

O avanço da cristofobia no Brasil exige reflexão profunda. Silenciar a fé cristã sob o pretexto de tolerância não fortalece a democracia; ao contrário, fragiliza direitos fundamentais e empobrece o debate público. Defender a liberdade religiosa é defender a convivência plural e o respeito mútuo.

Este texto é dedicado às professoras e professores vítimas da cristofobia, especialmente à educadora que compartilhou seu testemunho de perseguição em minha congregação, tornando visível uma realidade que muitos ainda insistem em ignorar.

Vladimir Chaves

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

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A Palavra que confronta, cura e direciona


Vladimir Chaves

“Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.” (Hebreus 4:12)

A Palavra de Cristo não é apenas um conjunto de ensinamentos bonitos ou frases inspiradoras. Ela é viva, atual e profundamente transformadora. Quando permitimos que essa Palavra nos alcance, ela vai além da superfície: entra no íntimo da alma, ilumina intenções escondidas e revela aquilo que, muitas vezes, nem nós mesmos conseguimos perceber.

Essa Palavra age como um espelho espiritual. Ela confronta, consola, corrige e direciona. Não faz isso para nos condenar, mas para nos alinhar ao propósito de Deus. Ao discernir pensamentos e propósitos do coração, Cristo nos chama a uma fé sincera, não baseada apenas em aparência religiosa, mas em uma vida transformada de dentro para fora.

Quando ouvimos ou estudamos a Palavra com humildade, ela nos ensina a discernir o que vem de Deus e o que nasce do nosso próprio coração. Ela nos conduz ao arrependimento, fortalece nossa esperança e nos capacita a viver segundo a vontade do Pai. Por isso, quanto mais espaço damos à Palavra de Cristo, mais nossa vida é moldada pela verdade.

“As palavras que eu vos disse são espírito e vida.” (João 6:63)

Que a Palavra de Cristo habite ricamente em nós e produza frutos visíveis em nossa maneira de pensar, falar e viver.

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